
"Vocês vão 'entrar em parafuso', porque o que tem acontecido nas igrejas hoje em dia não tem nada a ver com o que a Bíblia diz. Mas isso não deve servir para afastar vocês, pelo contrário, deve servir para ensinar vocês a como se comportar."
Vejo nesta situação dois extremos: antigamente não se podia fazer nada, até já ouvi dizer que o crente não podia ter moto, pois era coisa do diabo; hoje a coisa é diferente: pode tudo. É tanto extremo em algumas igrejas quando o culto acaba os irmãos juntam os bancos e aproveitam o "salão" para jogar um futebol, em outras, usam o púlpito como ringue de vale tudo. Como vemos, são dois extremos perigosos, quando na verdade o crente deve buscar o equilibrio, tal qual a Bíblia ensina.
Bem, no meio disto tudo o povo segue declarando que serve a Deus, a despeito de fazer mais sua própria vontade do que a vontade d'Ele. E para fazermos um paralelo, cito o exemplo do empregado que busca satisfazer as exigências do seu patrão, para não perder seu emprego. Cito ainda o exemplo do cônjuge que busca agradar seu parceiro, pois o ama e faz questão de manifestar isso. Só que na igreja é diferente, ou melhor, têm sido diferente, na igreja, os crentes - servos - que deveriam cumprir a vontade de seu Senhor, realizam, na verdade, suas próprias vontades. Junto é claro, com as vontades do pastor e da liderança eclesiástica..., muitas vezes buscando cargos e posição de destaque. Não estou me referindo à obediência ou submissão da qual fala o escritor aos Hebreus no capítulo 13, verso 17 de sua epístola, realmente devemos honrar nossos pastores e líderes, isso com muito amor. Refiro-me ao fato de alguns priorizarem mais as vontades dos homens em detrimento da vontade de Deus. Isso não é correto!
Devemos como servos - escravos - de Deus, submeter nossas vontades a vontade de Deus, isso tudo por amor, pois apesar de Deus ser nosso Senhor, Ele não quer robôs, mas homens e mulheres que - por amor - abrem mão de suas vontades para agradar seu Mestre. Na verdade este assunto soa como um paradoxo, pois um escravo geralmente busca a liberdade, mas nós não. Nós, apesar de escravos, ainda assim somos livres. Podemos dizer que Deus nos concede a liberdade de escolha para que escolhamos a sua liberdade em Jesus Cristo, que quer dizer: "obediência a sua vontade por amor". Somos livres para sermos libertos.
Por falar na "lei da liberdade" certo médico cristão de Londres, ilustrou-a através de uma interessante experiência: Ele recebeu de presente um magnífico cão de raça, e costumava a princípio levá-lo para passear todas as tardes, preso por uma corrente. Isto continuou por algumas semanas, até o cão se acostumar com ele. Então um dia, saíram sem a corrente. Logo que o cão se achou na rua, sem a "lei da corrente" para segurá-lo, correu com grandes saltos, para longe. Parecia que fugiria para sempre, porém, tal não sucedeu. Em seguida voltou e, muito satisfeito acompanhou o seu dono submisso a sua direção. Uma lei mais forte do que a corrente o prendia agora: era a lei da amizade e do amor. Não queria mais se afastar do seu dono a quem amava.
Dizia então, esse crente que havia em Londres três classes de cachorros: os cachorros vagabundos, que tinham liberdade sem lei; os cachorros presos por correntes, que tinham lei sem liberdade; e os cachorros presos pelo amor, com a "lei da liberdade", que podiam, mas não queriam fugir.
Querido irmão, nós devemos compreender esta verdade magnífica, e ao invés de nos prendermos a "correntes" de homens, que só servem para nos machucar e nos afastar de Deus, ou de andarmos completamente "livres" cumprindo apenas nossas vontades em detrimento da vontade de Deus. Devemos servir a Deus por amor, buscando conhecê-Lo cada vez mais através de Sua Palavra, sem se deixar levar por modimos e doutrinas de demônios (1° Timóteo 4.1), ensinadas por homens que não tem qualquer compromisso com Deus, antes, querem apenas se aproveitar da ignorância do povo.
Em Cristo
Maxmiler Freitas.