15 de jul de 2009

Que bom se hoje em dia ainda fosse assim

Jesus recrutou líderes que ele mesmo escolheu visando à consecução do seu plano de implantar o seu Reino na terra. Ele não os escolheu pelos critérios geralmente aceitos como válidos para o recrutamento de pessoal, mas segundo os critérios de Deus, que olha não para a aparência, mas para o coração (1° Samuel 16.7). Critérios espirituais, ditados pelo Espírito Santo. A igreja segiu os seus ensinamentos nessa matéria, com grande sucesso.

Nas igrejas do Novo Testamento, como nas de hoje, as funções de liderança foram de fundamental importância para dar cumprimento ao propósito de Jesus, uma vez que Deus está determinado a usar vidas para alcançar vidas. Os obreiros eram responsáveis pela "boa ordem" nas igrejas. Havia extremo cuidado na escolha da liderança, pois as igrejas sabiam que o "rebanho segue o pastor" (leia Tito 2.7,8) e que uma boa liderança é necessária para o crescimento da igreja. Não havia hierarquia funcional. Havia autoridade espiritual. Os mais piedosos, que servissem com humildade, seriam reconhecidos como líderes (1° Timóteo 3.13). Não havia "leigos". Todos eram ministros, todos eram servos. A divisão entre clero e laico é desconhecida no livro de Atos. 

Os diferentes títulos indicam funções de serviço, conforme os dons espirituais e a capacitação provada na prática, nunca uma posição hierárquica.

Jesus sabia, que para a realização do seu propósito de edificar a sua Igreja, precisaria perpetuar seu próprio trabalho através das igrejas que, para isso, necessitariam de liderança eficaz. Ele não somente dedicou tempo em instruir e treinar líderes, mas deu-lhes o seu próprio exemplo. Em João 20.21 lemos, literalmente, "Assim como o Pai consumou o ato de me enviar, eu estou começando a vos enviar a vós". Jesus é o "Apóstolo e sumo sacerdote" (Hebreus 3.1). Ele é o profeta que encarnou e proclamou os juízos de Deus (Atos 3.22). É o evangelista, proclamador de boas novas (Lucas 4.18-20), o bom  pastor que dá a sua vida pelas ovelhas (João 10.11), o mestre revestido de autoridade (Mateus 23.8,10), o bispo que possui uma visão global e superior do Reino, podendo ver o presente e o futuro, o local e o universal simultaneamente (Atos 1.8). Ele é o diácono que se cinge de uma toalha para lavar os pés dos discípulos (João 13.13-16). Depois de instruir os discípulos e de lhes dar o exemplo, Jesus lhes envia o seu Espírito para permanecer neles, capacitando-os para serem apóstolos, (pastores ou mestres, evangelistas, bispos, anciãos) e diáconos com o mesmo Espírito. 

Jesus, através do seu Espírito, não institui cargos na Igreja, mas funções de serviço, nas quais todos têm igual responsabilidade e igual recompensa.

A espiritualidade é a obra do Espírito Santo na Igreja. O Espírito Santo não produz barulho, gritaria , descontroles emocionais nem revelações fantasiosas. Seu fruto na Igreja é o amor, a alegria, a apaz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, mansidão e domínio próprio (Galátas 5.22,23). Essas são as marcas de uma igreja verdadeiramente espiritual e devem ser também as marcas da sua liderança.

Extraído da revista: "Capacitação cristã", "Série Aperfeiçoando". Edição n° 3 - Eclesiologia - A doutrina da igreja.

3 Comentários:

É verdade. Que bom seria se ainda fosse como nos dias da igreja primitiva. Mas, infelizmente, nossas igrejas têm perdido sua identidade cristológica, pois ela não chega nem perto do que foi a igreja do passado. Por exemplo, antigamente os líderes eram escolhidos pelo Espírito Santo, ou seja, Deus mostrava aos pastores quem era para trabalhar em sua obra; hoje em dia não é assim, você quer ser um obreiro é só dar um dízimo gordo, ficar bajulando os graúdos e puxar alguns tapetes e você será um obreiro. Infelizmente esta é a verdade em muitas igrejas. Mas graças a Deus, ainda há pessoas que procuram viver como os da igreja primitiva viviam. Agadeço-lhe por entrar em meu blog. Espero que tenhas gostado.

Shalom!

1. Amado MAx, parabenizo por esta excelente postagem! Que o Deus Eterno lhe conceda destreza para escreveres para a glória Dele.

Medite em Pv 30.5

Nele, Pr Marcello Oliveira

P.s > Enviei um e-mail para ti, sobre as coordenadas do meu novo livro. Aguardo resposta!

Aproveitando a idéia da Passeata Virtual “Fora Sarney”, faço aqui a sugestão de que no dia 7 de Setembro de 2009, façamos outra passeata virtual, nos organizando desde já.

Esta passeata, como a Fora Sarney, começaria no seu computador e terminaria em vários pontos:

Na presidência da República, No Congresso Nacional, No Supremo Tribunal Federal, na Procuradoria Geral da União, na Assembléia Legislativa de seu estado, no Palácio do Governo do seu estado, na Câmara de Vereadores de sua cidade e na Prefeitura de sua cidade.

A idéia é enviar o maior número possível de emails de protesto contra a situação atual, da falta de ética, de moral, de honestidade de nossos governantes e parlamentares.

Denunciaremos o governo federal por agir a margem da lei com a campanha eleitoral antecipada, o que é ilegal, e exigindo, como cidadãos, que fossem tomadas as devidas providências.

Os e mails seriam mandados para os seguintes enderêços:


Senado Federal: Alô Senado http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado
Câmara Federal: Fale com o deputado: http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado
Supremo Tribunal Federal – Central do Cidadão - http://www.stf.jus.br/portal/centralCidadao/enviarDadoPessoal.asp
Procuradoria Geral da União - pfdc@pgr.mpf.gov.br
Presidência da República – Fale com o Presidente - https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php

Gostaria de ter a opinião dos leitores com relação a idéia.

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