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29 de ago. de 2009

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males [III]

II. O cristão não deve ser escravo das riquezas.
Os servos de Deus precisam entender bem alguns princípios que a Bíblia ensina sobre o dinheiro, para não serem enganados e escravizados por ele. As Escrituras ensinam que nunca devemos pôr nossa confiança na incerteza das riquezas (Pv. 11:28; I Tm. 6:17-19). Além disso:
  • O dinheiro não é fonte de alegria ou contentamento. Apesar das doutrinas de muitas igrejas de hoje que dizem que a prosperidade é evidencia de fidelidade, a Bíblia ensina que nem a riqueza nem a pobreza por si mesmas nos fazem melhores servos de Deus (Pv. 15:16,17; Ec. 5:10,11). No palco da vida o amor ao dinheiro vai seduzindo os homens para as corrupções (I Tm. 6:10,11).
  • Nós que seguimos a Cristo somos conclamados a buscar o Reino de Deus. Esta é a ordem de Jesus em Mt. 6:33.
  • Experimentamos a prosperidade interior quando Deus é nosso maior valor. Quando colocamos Deus – com Seus valores – antes de qualquer outra coisa desfrutamos a maior de todas as prosperidades: a interior (3 Jo. 2). Se prosperarmos espiritualmente, prosperaremos também física e materialmente. Afinal de contas, de onde vêm as bênçãos materiais? Confira a resposta em: Dt. 8:18.
Por estes e outros motivos, nós não devemos permitir que o nosso trabalho, ou o desejo de enriquecer materialmente tire o lugar que pertence a Deus. Sabemos das nossas necessidades e responsabilidades, mas se o nosso trabalho tem atrapalhado a nossa comunhão com Deus, clamemos a Ele para que ele nos socorra, e nos conceda um emprego que não interfira na nossa comunhão com Ele.

Ouvi certa vez a seguinte frase: “O caminho da felicidade começa quando aprendemos a administrar bem o nosso tempo e o nosso dinheiro”. Você quer ter uma vida financeira abençoada? Dedique mais tempo para Deus e administre bem o seu dinheiro, principalmente investindo no Reino de Deus. Mas não tente compensar uma possível falta com Deus usando o seu dinheiro. Ninguém pode comprar Deus!

“O caminho da felicidade começa quando aprendemos a administrar bem o nosso tempo e o nosso dinheiro”

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males [II]

I. O descontentamento impulsiona a busca pela satisfação terrena.
A Bíblia nos ordena que estejamos contentes com o que temos (Lc. 3:14; Hb. 13:5). Uma falha nesta questão acarretará em múltiplos problemas: queixa, aflição, inveja, ingratidão, cobiça etc. Aqueles que não estão contentes compram coisas que não podem pagar (Pv. 22:7). Vejamos alguns motivos para combater isto:

1) Aqueles que estão sempre querendo mais se tornam infelizes. Salomão foi claro ao dizer: “Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda” (Ec. 5:10). Precisamos nos alegrar com o que temos, e não ficarmos pesarosos com o que não temos. Há boas razões para estarmos contentes com nossa prosperidade material: “Melhor é um punhado de descanso do que ambas as mãos cheias de trabalho e correr atrás do vento” (Ec. 4:6). Aqueles que estão sempre querendo mais se tornam infelizes e, mesmo assim, raramente ganham o que estão buscando.

2) Os bens materiais são facilmente transformados em ídolos. Para muitas pessoas, a aquisição de bens materiais se torna a força motora da vida. Ninguém pode servir a dois senhores (Mt. 6:19-24). O desejo de ter o que outros têm se torna uma obsessão que nunca será satisfeita (Pv. 11:28; 23:1-8; 28:22). A avareza é uma forma de idolatria que resultará em castigo por Deus (Cl. 3:5,6). Os ricos freqüentemente negligenciam qualidades e virtudes fundamentais. Muitos sacrificam a honra de um bom nome para obter vantagem financeira (Pv. 22:1; 28:6).

3) O contentamento espiritual é a única área que precisa ser intensificada. O escritor Gary Fisher diz que: “Há uma única área na qual o contentamento precisa ser evitado: é nas coisas espirituais”. Quando a igreja de Laodicéia decidiu sentar-se e descansar porque pensava que tinha tudo, foi um engano terrível! (Ap. 3:14-22). O contentamento espiritual é um sintoma de orgulho (Lc. 18:11-13). O homem com atitude adequada sempre se verá ainda longe da meta e estará redobrando os seus esforços para descer e então crescer (Fp. 3:12-14; I Pe. 5:6; 2 Pe. 3:18).

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males

Vivemos em uma época em que o desemprego, a miséria, e a pobreza têm assolado muitas pessoas. Muitos têm sofrido por verem seus filhos passarem necessidade, ou por desejarem coisas, e não conseguirem por falta de dinheiro. A taxa de desemprego tem sido tão grande, que aqueles que têm um emprego têm tentado mantê-lo, para que não passe necessidade, e não precise depender de ajuda de outras pessoas ou do governo.

E nessa preocupação em não perder o emprego, ou de ganhar um pouco mais de dinheiro muitos estão perdendo sua família, sua vida, seus filhos, sua alegria e sua vida com Deus. É normal vermos pais de família trabalhar em dois empregos, para sustentar a família. A realidade é que para muitos o trabalho tem sido mais motivo de problemas do que de solução. Muitos têm uma carga horária tão grande que quase não têm tempo para mais nada. Devemos sim trabalhar, pois o próprio Deus disse que o homem comeria do suor do seu rosto (Gn. 3:19), mas devemos buscar o equilíbrio de modo que o nosso trabalho seja uma bênção e não motivo de maldição.

Sem contar os casos de pessoas que na ânsia de “melhorar de vida”, tem se tornado verdadeiras escravas do trabalho. E o trabalho muitas vezes é um “senhor ditador”, que prende seus servos de modo que eles não conseguem mais se libertar.

Vejamos agora algumas recomendações úteis para não “cairmos” nesta área: