24 de jan de 2011

A Origem e Satisfação do Homem

Em todos os seus pensamentos e em todas as suas obras, em toda a vida e atividade do homem, fica claro que ele é uma criatura que não pode ser plenamente satisfeita com o que o mundo físico pode oferecer. De fato, ele é um cidadão de uma ordem física, mas ele também se ergue acima dessa ordem para uma ordem sobrenatural. Com seus pés firmemente plantados no chão ele levanta sua cabeça e lança seu olhar para cima. Ele tem conhecimento de coisas que são visíveis e temporais, mas também tem consciência de coisas que são invisíveis eternas. Seu desejo vai além do que é terreno, sensorial e transitório e alcança também os bens celestiais, espirituais e eternos.

Em Eclesiastes 3.11, lemos que Deus colocou o mundo no coração do homem. Deus fez tudo acontecer no seu exato momento, no momento que Ele tinha fixado para que acontecesse. Essa história no seu conjunto ou em suas partes se refere ao conselho de Deus e revela a glória desse conselho. E Deus colocou o homem no meio deste mundo e colocou a eternidade no seu coração, de forma que ele não encontrasse descanso nas manifestações visíveis e externas, mas que procurasse conhecer os pensamentos eternos de Deus no próprio Deus que o formou.

Essa ânsia por uma ordem eterna, que Deus plantou no coração do homem, no mais íntimo esconderijo do seu ser, no centro de sua personalidade, é a causa do fato indiscutível de que nem mesmo tudo que pertence a ordem temporal pode satisfazer o homem. Não há proveito para o homem que possui uma boa casa, esposa, filhos, casas e propriedades, ou mesmo o mundo todo, se perder sua alma (Mt 16.26). Nem mesmo o mundo todo pode ter o mesmo valor de um homem.

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