33 Minutos que mudarão sua opinião sobre aborto

São 33 minutos que farão você pensar sobre o assunto. Cabe lembrar que o filme possui algumas cenas fortes, então recomendamos...

Modelo de Credencial de Igreja

Modelo de credencial. Você que está a procura de modelos de credencial para pastores e igrejas, chegou ao lugar certo! Ofereço o arquivo completamente editável por um preço acessível...

Palmas para Jesus

Vou apontar para alguns argumentos que me fazem discordar do gesto de “Bater palmas para Jesus” ou “aplaudir Jesus” ou mesmo aplaudir o grupo que está cantando em um culto...

Pregações do Pastor Juanribe Pagliarin

Pregações do Pastor Juanribe Pagliarin Diversas pregações do Pastor Juanribe Pagliarin disponibilizadas para download, basta acessar este link para você baixar...

Sermão Expositivo o Pastor - Hernandes Dias Lopes

Sermões do Pastor Hernandes: Você quer ser curado? Por que a igreja existe? A restauração de Deus na tragédia. Pastores segundo o coração de Deus. Você sabe quão rico você é?...

8 de dez. de 2009

Jerusalém dos tempos apostólicos aos dias de hoje

"Com a destruição de Jerusalém e do templo no ano 70 d.C. e a devastação de toda a Judéia, a Palestina perdeu completamente sua importância política, e só voltou a alcançar alguma importância depois do ano 323 d.C. quando o imperador Constantino aderiu ao cristianismo, voltando a cair no esquecimento com a decadência do Império Romano (475 d.C.). Exceto nos tempos das Cruzadas (anos 1000 de nossa era), que foram feitas com a "intenção da devolução das terras sagradas" aos cristãos, a Palestina permaneceu esquecida até o fim da I Guerra Mundial, quando os aliados a libertaram do Império Otomano e abriram as portas do país à imigração judaica.

Em 1922, a Inglaterra assumiu por mandato da Liga das Nações, a incubência de colocar a Palestina em condições políticas, administrativas e econômicas que garantissem a instalação de um lar nacional judeu; e foram delimitadas as fronteiras do país, ficando excluída a Transjordânia. O mandato terminou em 1948 com a retirada da administração britânica.

Em 1947 a Assembléia das Nações Unidas votou pelo estabelecimento, na Palestina, de um estado judeu e de um estado árabe. Os arábes palestinianos, não conformados com a situação, deram início a uma série de hostilidades contra os judeus, que resistiram, e em 14 de maio de 1948 foi proclamado o Estado de Israel, com a estrutura de republica democrática, o primeiro governo autônomo do país em 2 mil anos de história. Exatamente no dia seguinte ao término do mandato inglês da Palestina os Estados da Liga Árabe invadiram o território de Israel com o propósito de liquidá-lo. Estava deflagrada a guerra israelense de independência, que só terminou em 1949 (...) e que resultou na ampliação da área do estado judeu além das fronteiras propostas pelas ONU na chamada Revolução Partilha.

Em 1955 voltaram as incursões de bandos armados egípcios no terrítorio israelense, saqueando, matnado centenas de judeus resultando na invasão da península do Sinai por Israel em outubro de 1956, terminando por vencer o inimigo e destruir suas bases de penetração. As Nações Unidas, no entanto, constrangeram as forças israelenses a se retirarem para suas fronteiras anteriores (...). Terminou assim a chamada Guerra do Sinai. De fato as promessas foram cumpridas, mas 10 anos depois, a pedido do Egito (aliado da Síria, provocadora da tensão), as forças internacionais foram retirads das fronteiras israelenses e em 5 de junho de 1967, Israel foi invadido pelos quatro países simultaneamente (Síria, Jordânia, Egito e Argélia), arrastando consigo mais oito estados árabes. Israel enfrentou os inimigos em três frentes: Síria, Jordânia e Egito, destruindo seu poder beligerante em cerca de 100 horas e ocupando todas as áreas ao ocidente do Jordão e quase toda a península do Sinai". (Osvaldo Ronis. Geografia Bíblica)

As ocorrências da atualidade, envolvendo isralenses e palestinos, atos de terrorismo e de retaliação, aparentemente numa luta sem fim, representam a ponta da história em movimento, até chegarem dias em que se cumpram as antigas promessas de Deus aos descendentes de Abraão.

6 de dez. de 2009

"Pau que nasce torto, morre torto" O Fatalismo

"Portanto se alguém está em Cristo nova criatura é; as coisas velhas se passaram, tudo se fez novo" 2Corintíos 5.17

Esse falso provérbio popular tem enganado e desanimado a muitos. Ao dizer estas palavras as pessoas desistem de esperar mudanças em outras pessoas e se entregam a um verdadeiro fatalismo. Vamos perceber nesta reflexão que esse falso conceito não tem nenhuma base bíblica, e vamos descobrir o que realmente a Bíblia diz sobre alguém que começou em más circunstâncias.

1. O que é o fatalismo? - Na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia de R. N. Champlin lemos que o fatalismo "aponta para inevitabilidade dos acontecimentos com ou sem causas conhecidas". No dicionário Báscio de Filosofia de H. Japiassú encontramos que o fatalismo "(do latim fatalis, fatum, destino), doutrina segundo a qual todos os acontecimentos do universo, especialmente os da vida humana, encontram-se submetidos ao destino... não restando nenhum lugar para a inteligência e a iniciativa humanas". E por fim, no Dicionário Teológico de Claudionor Corrêa de Andrade, CPAD, encontramos a seguinte definição para o fatalismo: "Doutrina de que os acontecimentos operam independentemente de nossa vontade e dos quais não podemos escapar".

2. O fatalismo e as Escrituras - O fatalismo contraria as Escrituras que afirmam ser o homem livre para escolher o seu próprio destino. (Deuteronômio 30.19; Salmos 7.15; Isaías 1.19,20; 715; Oséias 8.7; 2Coríntios 9.6; Galátas 6.17). O fatalismo nega a obra redentora do Calvário. Galátas 3.13,14; 2Coríntios 5.17.

3. Casos concretos nas Escrituras que contrariam a doutrina do fatalismo.
  • Pedro, o pescador profano, torna-se um homem restaurado pelo Poder de Jesus e um dos maiores pregadores do primeiro século (Mateus 26.74; Atos 2.14-41; 5.15)
  • O endemoninhado agressivo e intranquilo torna-se um homem calmo, em perfeito juízo. Marcos 5.5,15.
  • João um discípulo vingativo, torna-se o apóstolo do amor. Lucas 9.53,54; 1João 4.7.
  • A samaritana de má reputação torna-se testemunha da verdade. João 4.17,18,29.
  • Saulo o cruel e violento perseguidor, torna-se no terno apóstolo Paulo. Atos 9.1; 21.13.
  • O insensível carcereiro de Filipos torna-se amigo generoso e compassivo. Atos 16.24,33.
4. O carpinteiro de Nazaré - O fatalismo e a predestinação, que é a filha do fatalismo, não encontram base nas Escrituras. O Carpinteiro de Nazaré ainda desentorta pau torto, vida torta. Porém seu futuro dependerá das escolhas que você e sua família fizerem hoje.

Igreja - Uma Comunidade de Redenção

 Jesus sonhou com uma igreja que desse continuidade ao seu projeto de resgate da humanidade para o amor do Pai. A missão redentiva da igreja no próposito de Jesus está evidenciada:

    Na Grande Comissão e textos correlatos, especialmente Lucas 24.44-47: "Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos, e em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados em todas as nações, começando por Jerusalém" (VR). Vale a pena destacar a diferença que faz a preposição grega eis, aqui como o acusativo, que indica extensão, propósito, na expressão "arrependimento para redenção". A mensagem entregue por Jesus à igreja para proclamar é de "arrependimento com o propósito definido de remissão". Jesus sonha com uma comunidade de remidos que seja um canal e sinal de redenção. Cada ser humano liberto do pecado por Jesus é uma prova, um sinal de redenção. Jesus sonhou com uma comunidade de remidos-para-remir, sendo ele mesmo o Remidor "através do seu sangue" (Efésios 1.7). Jeus estava disposto a pagar o preço - e pagou! para que o seu sonho se tornasse realidade. Agora ele sonha com igrejas que sejam canais de redenção para todas as nações. Sempre que a igreja perde a visão da sua missão redentiva, deixa de ser a igreja idealizada por Cristo. Na sinagoga de Nazaré, Jesus recita profecia de Isaías para declarar que foi ungido pelo Espírito do Senhor para "proclamar a remissão aos presos" (BJ). No Pentecostes, o Espírito do Senhor ungiu a igreja para dar continuidade à missão de redenção dos cativos do pecado, como Pedro demonstra entender ao apelar: "salvai-vos desta geração perversa" (Atos 2.40).

    As parábolas de Jesus demonstram a centralidade da redenção na própria natureza da sua proclamação. No pensamento de Jesus, porém, a redenção não é um fim em si mesma, senão um meio para resgatar o valor e o significado do objetivo da redenção. Por exemplo, nas parábolas de Lucas 15: A dracma, enquanto perdida, estava destituída de qualquer valor. Seu valor foi remido quando ela foi encontrada. A ovelha perdida estava condenada à morte. Seu valor para o aprisco estava nulo. Sua lã, seu leite, suas crias, tudo estava perdido. Ela foi remida para o aprisco. Seu valor foi resgatado. O filho pródigo estava morrendo. O tempo imperfeito dos verbos no verso 16 indica uma agonia continuada e progressiva. Foi remido para o convívio com o pai. Seu valor para o amor do pai foi resgatado. Como erramos quando pensamos na salvação como um fim em si mesma. O objetivo de Deus na redenção é o que se segue a ela: a nova vida dos salvos na comunhão santa e amorosa do Pai. Na parábola de Lucas 10, Jesus se apresenta a si mesmo como o samaritano que socorre o homem agonizante, vítima dos salteadores, leva-o a um lugar seguro, entrega-o aos cuidados do estalajadeiro, paga o preço e diz: "Cuida dele até que eu volte". O resgate da vida humana para o propósito divino original da criação, anterior à queda, para a vida abundante, é o objetivo que Jesus tem em mente (João 10.10). Cabe à igreja, como agência de redenção, não apenas chegar perto do pecador, erguê-los nos braços, prestar-lhe os primeiros socorros, cuidar das feridas da alma e do corpo, mas cuidar dele até que o Senhor volte.

    Os milagres de Jesus são sinais da redenção. Ele demonstra o propósito de resgatar a qualidade de vida do ser humano neste mundo como prenúncio da plenitude da vida na eternidade. Seu propósito não abrange apenas a remissão da culpa, mas o resgate da personalidade integral do ser humano para a vida em Deus. As curas efetuadas por Jesus não eram apenas provas da sua compaixão pelos que sofrem. Eram sinais para que todos cressem n'Ele a fim de alcançarem a vida eterna (João 20.31). O resgate espiritual,  a remissão dos pecados, uma nova vida era o seu objetivo, como vemos no caso do paralítico de Betesda, João 5.14: "Vai e não peques mais para que não te aconteça coisa pior". Saciar a fome da multidão como prova da sua compaixão pelos que sofrem era um sinal através do qual Jesus desejava ser aceito pela fé como o Messias selado com o selo da redenção João 6.26,27: "Vós me procurais, não porque vistes os sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes; trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque a este o Pai Deus o selou."

Extraído da revista: "Capacitação cristã", "Série Aperfeiçoando". Edição n° 3 - Eclesiologia - A doutrina da igreja

5 de dez. de 2009

A Destruição do Grande Templo

"Ora, Jesus, tendo saído do Templo, ia-se retirando, quando se aproximaram d'Ele os seus discípulos, para lhe mostrarem os edíficios do Templo, como estavam ornados de formosas pedras e dádivas. E disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras e que edifícios! Mas Ele lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada." (Mateus 24.1; Lucas 21.5b; Marcos 13.1b; Mateus 24.2).

Que pedras e que edifícios! Aquelas pedras causavam muita admiração porque eram cortadas em esquadros perfeitos. Seus comprimentos variavam de 1,25 a 3,0 metros de largura por 1,0 metro de altura. Pesavam de duas a cinco toneladas cada! Eram empilhadas umas sobre as outras, sem argamassa, e formavam edifícios impressionantes. Recentemente, nas ruínas do Templo, arqueólogos encontraram pedras miores, de até cinquenta toneladas! Porém, a surpresa maior veio quando escavavam um túnel e deram com uma pedra gigantesca, que mede doze metros de comprimento por quatro de largura e três de altura! O seu peso foi calculado em quatrocentas toneladas! Imagine as suas dimensões e diga se realmente não é impressionante!

Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. Quando, no ano 70 d.C., o general Tito sitiou Jerusalém, era impossível penetrar numa cidade murada por tão grandes pedras. os judeus resistiram com fervor religioso. Depois de quatro meses e quatorze dias de cerco, o moral dos soldados romanos estava muito baixo e as tropas estavam cansadas e desanimadas. Então, espalhou-se a notícia de que os judeus formavam um povo muito estranho: além de adorarem a um Deus que não podia ser representado por ídolo algum, e de pararem o trabalho de seis em seis dias, tinham o curioso hábito de guardarem seus tesouros debaixo das pedras de suas casas, inclusive do Templo, que teria muito ouro nos seus alicerces! Aquele boato despertou a ganância dos soldados romanos e os impeliu a um ataque implacável, que terminou com jerusalém em ruínas! Terremotos posteriores acabaram por cumprir a profecia de Jesus.

Por: Juanribe Pagliarin
Em: O Evangelho Reunido

Adoração - O Momento Mais Sublime na Vida do Cristão


Adoração no Cristianismo. A adoração não se restringe a uma mera liturgia; abrange a absoluta e amorosa abediência com que acatamos os mandamentos divinos (Romanos 12.1-3). À samaritana, disse o Senhor Jesus que a verdadeira adoração não estaria centrada nem em jerusalém, nem no monte Gerizim, mas teria como base o coração daqueles que, em verdade, buscam a Deus através de seu Unigênito (João 4.23,24).

A Adoração de Jó. Quão grande é o exemplo de Jó! No auge da provação, confessa que, mesmo que Deus o matasse, n'Ele confiaria (Jó 13.15). Isto é adoração! Isto é o mais provado dos amores!

A adoração de Jó foi completa tanto em atitudes quanto em palavras: Ele levantou-se, rasgou o manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra. Não era a atitude de um desesperado; e, sim, a de alguém que esperava contra a própria esperança (Romanos 4.18). Em seguida, professa o seu credo: "... Nu sai do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR  o deu o SENHOR o tomou; Bendito seja o nome do SENHOR" (Jó 1.20,21).

Neste exato momento, sela o patriarca a sua vitória sobre toda a tormenta que se abatera e que ainda se abateria sobre si. Era a fé que leva à adoração; era a doração que conduz à vitória. Leia Hebreus 11.33-38.

Como estamos adorando à Deus? Os contemporâneos de Isaías supunham que a adoração à Deus estivesse restringida a uma liturgia pomposa e circunstancial. Por isso, o Senhor os repreende: "Este povo me honra com os lábios; mas seu coração está longe de mim" (Isaías 29.13).

A adoração não pode estar limitada a um intercâmbio mercantil. Devemos adorar a Deus não em virtude dos bens que d'Ele recebemos; e, sim: porque Ele é o que é. Ele criou-nos; d'Ele somos. Ainda que de Deus nada viéssemos a receber, a Deus deveríamos prestar todas as honras.

Os dons de liderança na igreja

Que bom se todos os líderes de igrejas soubessem disto!

Apóstolo (apostolos) - Figura como substantivo ou adjetivo, significando "embaixador" comissionado, aquele que é enviado com uma missão específica. Ocorre 79 vezes no Novo Testamento. Stricto sensu, designa um grupo de 12 homens que conviveram com Jesus e são testemunhas pessoais do seu ministério e da sua ressurreição. A estes 12, Jesus enviou com autoridade sobrenatural para operar sinais e proclamar a sua mensagem. lato sensu, designa uma das funções dos missionários cristãos (Interpreter's Bible Dic, in loc). Em que pese a doutrina católica de sucessão apostólica e a presunção mórmom de possuir os doze, os textos bíblicos, em nenhuma instância deixam a idéia de uma transmissão ou linha sucessória. Não é um título formal ou institucional, mas operacional, como todos os títulos de liderança no NT. Paulo atribui a si  mesmo o título de apóstolo (1°Coríntios 9.2), por considerar-se embaixador de Cristo. Esse título de Paulo foi contestado em Corinto. Sobre o espírito com que os apóstolos devem servir, veja João 13.14-16. Não é função de domínio nem de prestígio pessoal, mas de serviço.

Profetas (profetes) - Aquele que anuncia em voz alta, porta voz, o que fala em nome de alguém que lhe é superior. No NT, "aquele que, movido pelo Espírito de Deus como seu porta voz, declara solenemente aos homens o que dele recebeu por inspiração, especialmente sobre eventos futuros e proclama o Reino de Deus para a salvação do ser humano" (Thayer, citação livre). Este título é aplicado aos profetas do Antigo Testamento, a João Batista, ao Messias (Atos 3.22,23). Surgiram alguns cristãos na Igreja primitiva com revelações especiais (Atos 15.30). É considerado um dom espiritual (1° Coríntios 14.29), não um título formal. Designa a percepção sobrenatural em relação aos propósitos de Deus para a Igreja e para o mundo. Foi um dom espiritual de grande valia quando a Igreja ainda não possuía as Escrituras do Novo Testamento. Não confundir profetas com adivinhos ou prognosticadores, totalmente vedados nas Escrituras. O profeta verdadeiro encarna a vontade de Deus e proclama os juízos de Deus. O falso profeta encarna sua própria vontade e proclama sua própria palavra. O Espírito Santo, ainda uma vez, faz a diferença.

Evangelistas (evangelistes - Efésios 4.11) - Portador das boas novas, aquele que anuncia as boas de salvação. "designa os proclamadores das boas novas que não eram apóstolos" (Thayer). Veja Atos 21.8; Efésios 4.11; 2° Timóteo 4.5 (Paulo exorta Timóteo a fazer a obra de um evangelista). Veja em Atos 8.4 que todos exceto os apóstolos, (que não foram dispersos, v.1), foram por toda a parte, anunciando a palavra. Todos eram evangelistas.

Pastor (poimenas) - Não designa posição hierárquica ou institucional, mas a virtude do líder para apascentar o rebanho de Jesus (1° Pedro 5.2,3). É um dom do Espírito (Efésios 4.11). Há pastores verdadeiros e pastores falsos. O verdadeiro dá a vida pelas ovelhas. O falso, mercenário, que não está emocionalmente  ligado às ovelhas, "vê vir o lobo e deixa as ovelhas; e o lobo as arrebata e dispersa" (João 10.11,12). Jesus deu a Pedro, apóstolo, pescador de profissão, a incumbência de apascentar os seus cordeiros, como resultado do seu amor ao Senhor (João 21.17). Qualquer outra motivação que não seja o amor a Jesus, resultará em fracasso no pastoreio das ovelhas de Jesus. Ninguém pode amar as ovelhas sem amar a Jesus "mais do que estes" e ninguém que ame a Jesus pode deixar de amar as ovelhas de Jesus. O cuidado pastoral abrange: a) Zelo para com a vida de cada ovelha do rebanho individualmente (Lucas 5.4); b) interesse e carinho em nutrir as ovelhas do rebanho (Salmo 23.2); c) proteção do rebanho, em face dos predadores (Amós 3.12); d) fortalecimento das ovelhas para poderem resistir aos predadores na ausência do pastor (Atos 20.29-31); e) responsabilidade, consciência de que terá que prestar contas das ovelhas a Deus (Hebreus 13.17).

Mestre (didaskalos) - Também traduzido por "doutores" (Efésios 4.11) e "instruidores" (1° Timóteo 2.7). Paulo, apóstolo, é "doutor" dos gentios. Ele não sente que seja sua obrigação, apenas proclamar o evangelho, mas levar os salvos a viverem o evangelho. Veja em Gálatas 4.19, que o grande e desafiador alvo do mestre cristão é formar o caráter de Cristo nos discípulos, não apenas transmitir conhecimentos sobre Cristo. O ensino do mestre cristão só é válido mediante a unção do Espírito. Faça uma boa leitura de 1° João 2.27, onde se vêm em contraste, o ensino ungido da verdade e o ensino do erro (pseudos). Cuidado: o pseudo-discipulado pode estar encastelado dentro da Igreja. A unção da verdade capacita o mestre a permanecer em Cristo "para que quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua vinda" (v. 28). Assim podemos resumir as funções dos mestres no NT: a) tornar claro o ensino de Jesus; b) traçar a linha divisória entre a verdade e a mentira para que os discípulos de Jesus não sejam enganados pelos falsos mestres; c) levar os discípulos a observarem, no seu modo de viver, os ensinos de Jesus (Mateus 28.20); d) preparar a Igreja para o encontro com Cristo na sua vinda.

Supervisor (episkopos) - Bispo, superintendente, aquele que tem uma visão global da obra, o que faz a inspeção da obra. De epi (sobre, superior, por cima de) e skopeo, "observar de longe, desde cima, pôr a vista em, ter por fim, ter cuidado, velar, examinar" (Isidro Pereira). Não designa posição de mando, mas de serviço específico e responsabilidade. Thayer traduz: "alguém incumbido do dever de observar o que está sendo feito por outros". Abrange: a) conhecimento dos objetivos parciais, para que seja alcançado um objetivo global; b) conhecimento das tarefas e das pessoas que as executarão; c) capacidade para atribuir tarefas e acompanhá-las, substituir métodos e pessoas na hora própria. Em 1° Timóteo 3 são mencionadas as funções de bispos e diáconos distintamente, o que dá a entender que havia apenas duas categorias de obreiros nas Igrejas: diáconos e pastores, estes também chamados anciãos, mestres, bispos, evangelistas, conforme a função em foco. A.H. Newman, historiador, no seu Manual de História da Igreja, Vol. 2, página 134, cita nomes dos mais aceitos na erudição bíblica em favor da tese de que na Igreja primitiva havia apenas duas categorias de oficiais: bispos ou presbíteros (também chamados pastores), e diáconos.

Anciãos (presbyteros) - Refere-se à dignidade, ao respeito devido, à sabedoria  prudência nas palavras, decisões e atitudes, que o pastor deve demonstrar, não importa a sua idade. É mais um termo grego vestindo um conceito hebraico. Tecnicamente, a palavra define apenas a idade. Espiritualmente, o conceito tem raízes na cultura hebraica, cuja sociedade patriarcal buscava nos "anciãos" conselhos de sabedoria e prudência. Não se trata de uma instituição eclesiástica. Todos os líderes devem cultivar a virtude da prudência e moderação. Em Lucas 14.32, presbeian é uma embaixada de paz. Veja em Lucas 22.66 que os anciãos formavam o sinédrio, que outras traduções chamam de concílio. 1° Timóteo 4.14 não fala de um presbitério institucional, mas de uma reunião de obreiros idôneos para imporem as mãos sobre a cabeça de Timóteo, como ato de reconhecimento público da sua capacitação espiritual para o ministério e não como um ato mágico de transmissão de virtude.

Ministro (diakonos) - O uso secular desta palavra equivale a "criado, servente" (Isidro Pereira). "Alguém que executa as ordens de outrem, especialmente de um mestre; servo, ministro, atendente." (Thayer) Refere-se ao servo a serviço do rei. Em Mateus 22.13, os diáconos são os servos do rei que recebem a ordem de amarrar o intruso da festa e atirá-lo nas trevas exteriores. Em Mateus 20.26, Almeida Revisada traduz por "serviçal". BLH traduz "o que é mandado." Outras versões trazem "o que serve". Em Colossenses 1.25 Paulo se considera "ministro segundo a dispensação de Deus", literalmente, "diácono conforme a mordomia de Deus." Em Romanos 13.4, a autoridade secular é designada como "ministro de Deus". Em Atos 6.2,3, o diaconato é formalmente instituído para "servir às mesas." (dos pobres). Posteriormente, as igrejas passaram a escolher diáconos para gerir os vários aspectos da beneficiência e da sua administração secular.

Extraído da revista: "Capacitação cristã", "Série Aperfeiçoando". Edição n° 3 - Eclesiologia - A doutrina da igreja.

25 de nov. de 2009

Classificação das Obras da Carne

Texto Bíblico Básico Galátas 5.16-26


1. Pecados de Ordem Moral - (v. 19). "Prostituição, impureza, lascívia..." são pecados da sensualidade ou do corpo (1Coríntios 6.18).
    a) Os pecados. A palavra "prostituição" (porneia, em grego) aqui, refere-se a toda e qualquer relação sexual ilicita. Em outras palavras, tudo o que envolve imoralidade sexual está concentrado nessa palavra. A impureza e a lascívia estão no mesmo contexto. "Impureza" pode denotar impureza ritual, mas aqui diz respeito à licensiosidade. A palavra "lascívia" designa "indecência, dissolução, desenfreio, luxúria", denota excesso, incontinência sexual, libertinagem, inclusive no traje (Romanos 13.13; 1Pedro 4.3; Judas 4).
    b) O povo. A sociedade greco romana era dada à licensiosidade. Quem visita, ainda hoje a Grécia e a Turquia, parte do mundo greco romano do século I,  pode ver uma pálida amostragem do que seria a sociedade da época, a começar pelo ritual religioso deles. Talvez isso justifique o fato de a Bíblia começar a lista com os pecados da licenciosidade. Hoje a tendência é inverter os valores morais. À medida que o tempo avança a sociedade vai se tornando mais permissiva quanto ao pecado e os homens vão se distanciando cada vez mais de Deus.

2. Pecados de ordem religiosa - (v. 20). "Idolatria, feitiçarias..." são os pecados da área da religião, ou pecados do espírito (2Coríntios 7.1).
    a) Idolatria - É a adoração aos ídolos ou deuses falsos. Deus abomina tal prática, que é condenada no Decálogo (Exôdo 20.1-6) e em toda a Bíblia.
    b) Feitiçaria - A palavra no original aqui é pharmakeia, significa "magia", além de "feitiçaria". O termo no original envolve a manipulação de drogas na medicina, de onde vem a palavra "farmácia", mas mágicos e bruxos manipulavam os efeitos alucinógenos dessas drogas nos rituais de magia (Apocalipse 21.8; 22.15). Hoje a feitiçaria envolve toda a forma de ocultismo.

3. Pecados de ordem social - (vv.20b,21). Há uma lista quase que interminável desses pecados (ver Romanos 1.29-31). O apóstolo apresenta aqui nove desses pecados: "inimizades,  porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas homicídios...". A presença de 'heresias" nessa lista é que a palavra grega hairesis pode se aplicar no âmbito religioso ou social, significando "escolha filosófica, facção, dissensão" (1Coríntios 1.19). Também tem o sentido de erro doutrinário (2Pedro 2.2) ou seita (Atos 5.17; 23.5).
A Bíblia cita ainda os pecados do sistema alimentar: bebedices, glutonarias, além da expressão "coisas semelhantes a estas".

27 de out. de 2009

Uma liderança baseada na posição e na hierarquia não é bíblica



No reino de Deus a autoridade flui do caráter. Observe o que Jesus ensinou sobre isso, tanto em Mateus 20.25-28 e também Lucas 22.25-27. Ele valorizou o ser e não o fazer. Por isso Efésios 4.11 diz: “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. O indivíduo e a função são um só, ou seja, a função deve seguir o caráter. Efésios 4, trata de indivíduos providos de dons que são dados à igreja. “Apóstolos, profetas, evangelistas e pastores/mestres” são pessoas que o Senhor levantou e outorgou à igreja para sua formação, coordenação e edificação. Sua tarefa principal é capacitar os discípulos para que participem responsavelmente de acordo com os princípios divinos.

Nos dias atuais temos visto uma correria desenfreada por títulos, status e posições. Jesus sabendo das ambições do coração humano alertou seus discípulos. “Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20.26-28). Jesus condenou qualquer tipo de tirania e desaprovou a ambição por títulos hierárquicos por parte dos discípulos.

Jesus condenou qualquer tipo de tirania e desaprovou a ambição por títulos hierárquicos por parte dos discípulos.

Por: Pastor Edu Lopes