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28 de jun de 2009

Introdução ao Livro de Deuteronômio

1. Autor e Data
    Moisés por volta de 1445 a.C.
    Cerca de quarenta vezes o nome de Moisés figura no Livro de Deuteronômio, patenteando de maneira velada a sua autoria. Contudo, exclui-se o último capítulo (34) do Livro, que relata a morte de Moisés, e provavelmente foi escrito por Josué, seu amado sucessor.
    Textos que defendem a autoria mosaica do Deuteronômio:
    a) “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (Dt 1.1).
    b) “Moisés escreveu esta Lei, e a deu aos sacerdotes” (Dt 31.9).
    c) “Assim, Moisés escreveu este cântico naquele dia e o ensinou aos filhos de Israel”. (Dt 31:24)
    d) “E aconteceu que, acabando Moisés de escrever as palavras desta Lei num livro, até de todo as acabar.” (Dt 31 :22,24).

2. Título do Livro de Deuteronômio
    Deuteronômio no original hebraico é Eile Hadevarim - que significa “Estas são as palavras” ou apenas Devarim, i.e., “Palavras” (Dt 1.1). Título extraído da primeira frase do Livro.
    Na versão bíblica grega (LXX ou Septuaginta) Deuteronômio é Deuteros (segundo) + Nomos (lei), que quer dizer “Segunda Lei”, ou “Repetição da Lei”.
    a) O sentido do título “Segunda Lei”, ou “Repetição da Lei” é porque o livro contém a repetição do Decá1ogo, entre outros regulamentos. (Dt 5.6-21)
    b) Ou usou-se a tradução da frase hebraica- “um traslado  da lei” (Dt 17:18) que, numa forma mais correta de tradução, diz: “Esta, é a cópia, ou, repetição da lei”.
    Na versão Vulgata Latina é “Deuteronomion”, pois em latim o título se reproduz da versão grega dos LXX, a Septuaginta.
    Portanto, o termo DEUTERONÔMIO significa “Segunda Lei”, ou “Repetição da Lei”.

3. Tema do Livro de Deuteronômio
    Podemos dizer que o tema do livro de deuteronômio está dividido da seguinte forma: Recorda! Obedece! Cuidado!
    Ou podemos dizer também que o tema é a Revelação do Amor divino.
    Vejamos distintamente:
    A antiga geração rebelde havia morrido (Dt 2:14) excetuando-se Josué e Calebe e a nova geração precisava ouvir a aliança que o SENHOR fizera com seus pais no deserto do Sinai e obedecê-la.
    Este Livro trata das últimas instruções de Moisés ao povo, pouco antes da sua morte e de entrarem na Terra de Canaã. A missão de Moisés foi cumprida. Agora ele repete alguns discursos àquela geração nova, ensinando-os algo sobre a história passada da nação de Israel, e das leis contidas nos três livros anteriores; fazendo que o Livro de Deuteronômio seja um grande sermonário de exortações para os futuros habitantes de Canaã. Não há novas revelações do Senhor a Moisés no Livro, a única história nova é a morte de Moisés. Neste Livro, Moisés admoesta os israelitas a que obedeçam à lei para que prosperem. Lembra-lhes das apostasias e rebeliões de seus pais, e os adverte das conseqüências da desobediência futura. A mensagem de Deuteronômio pode resumir-se em três exortações: Recorda! Obedece! Cuidado!
    A revelação do amor divino:
    A grande mensagem de Deuteronômio também pode ser a Revelação do Amor Divino.
    a) “O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos... Mas porque o SENHOR vos amava... ”(Dt 7:7,8).
    b) De Gênesis a Números o Amor Divino jamais é referido. Pela primeira vez no Pentateuco ocorre tal revelação, mostrando no último Livro o motivo real pelo qual Deus tratou com seu povo nos séculos anteriores: Um Imenso Amor. (Leia Dt. 4:37; 7:7,8; 10:15; 23:5).
    c) Em Gênesis Israel é escolhido, por amor; Em Êxodo Israel é liberto, por amor; Em Levítico Israel se santifica para adorar, pelo amor; Em Números Israel aprende a adorar e andar retamente, através do amor. Mas é em Deuteronômio que Deus revela publicamente a Israel este Amor.
    O Amor Remidor de Deus por nós antecede o nosso amor cristão por Ele (I Jo 4:19).
    O tema de Deuteronômio pode ser ligado, em relação ao passado, presente e futuro de Israel (e indiretamente a nós mesmos) da seguinte forma:
    a) O retrospecto do amor passado (1-4)
        No resumo que Moisés faz ao povo de sua história passada, ele apresenta o quadro das peregrinações no deserto, com reveses e sucessos. Porém, não omite que Israel deve tudo a Deus. Deus aprontou o caminho, aumentou o povo, lhes entregou os inimigos, lhes deu a terra, etc. O amor de Deus estava por detrás de todo o trato com Israel. Submetamo-nos ao Deus que é amor (I Jo 4:8).
    b) Os requerimentos do amor presente (5-26)
        A Lei, aqui, é dada pela segunda vez e há um longo discurso sobre ela. Trata-se agora da vida espiritual de Israel na praticidade da Lei. O termo fazer, no sentido de obedecer, aparece mais de 50 vezes. Prevalece aqui a obediência, pois os amigos do SENHOR são os que lhe obedecem (Jo 15:14). Basta ver na história de Israel, que quando obedecia prosperava, quando desobedecia decaía.
        A Lei de Deus exige Amor (Dt 11: 1). O Amor de Israel – como o amor cristão – só seria verdadeiro quando, indistintamente, se estendesse a outras pessoas (Dt 10:19; I Jo 3:18; 4:20,21). “... Quem ama a Deus, ame também a seu irmão”.
    c) A revelação do amor futuro (27-34)
        A primeira parte do Deuteronômio é histórica, a segunda é legislativa e a terceira é profética. Nesta última parte temos a revelação do Amor de Deus num grau especial. Se Israel obedecesse ao Deus Justo jamais teria sido envergonhado, pois, Moisés nas linhas deste último Livro do Pentateuco os avisou previamente, inspirado no infinito amor divino.
        Antes de sua morte, Moisés chegou a divisar, e escreveu a respeito de:
            Uma Nova Geração: Estes entrariam na Terra de Canaã, pois aqueles que vieram do Egito com mais de 20 anos, exceto Josué e Calebe, haviam perecido.
            Uma Nova Terra: Ao escrever o Deuteronômio Moisés estava nas divisas desta Terra. (Dt 34:1-6)
            Uma Nova Vida: Casas em lugar de tendas; o Templo em lugar do Tabernáculo; vida permanente em lugar de peregrinação; a terra em lugar do deserto; o trigo em lugar do Maná.
        Novos deveres para com Deus e para com os outros: A revelação destes deveres estão detalhadas minuciosamente nos últimos capítulos de Deuteronômio.
        Um Novo Guia: Josué assumiria a liderança do povo de Deus após o falecimento de Moisés. Josué entraria com o povo na Terra Prometida. No capítulo 31 Moisés transfere a regência da congregação às mãos de Josué, e se despede do povo.

4. Esfera de Ação do Livro de Deuteronômio
    A redação do Deuteronômio ocorreu durante dois meses em que o povo esteve acampado nas planícies de Moabe (Transjordânia). Pouco antes da morte de Moisés, que já possuía 120 anos, e da liderança de Josué. Porém, quarenta anos após o êxodo do Egito – ano 1405 a.C. – “no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto” (Dt 1:3).
    Moisés havia cumprido a sua missão. Conduziu o povo de Israel durante quarenta anos pelo deserto, colocando-o, enfim, de frente para a Terra Prometida (Dt 34:1-4).

5. Algumas Características Particulares do Livro de Deuteronômio
   a) A palavra “Ouve” é usada, para chamar atenção do povo, aparecendo mais de 20 vezes no Livro.
   b) A expressão “Lembrai-vos” foi empregada cerca de 15 vezes, como exortação ao povo.
   c) O conteúdo de Deuteronômio deveria ser decorado e continuamente repetido sempre ao povo durante as gerações de Israel (Dt 6:4-9; 11:18-21).
   d) De sete em sete anos deveria ser lido ao povo, para que não esquecessem os ditos do SENHOR (Dt 31:10-13)
   e) A conservação e preservação do Livro de Deuteronômio (Dt 31:26)
   f) Em Dt 3:25-28 encontramos a única vez em que a oração de Moisés foi rejeitada.
   g) Há cerca de 90 citações do Deuteronômio no N.T
   h) O Senhor JESUS citou-o por três vezes respondendo as tentações do diabo, e vencendo-o (Mt 4:1-11). Compare:
Dt. 8:3, com Mt. 4:4
Dt. 6:16, com Mt. 4:7
Dt. 5:9, com Mt. 4:10

6. Conteúdo do Livro de Deuteronômio
Três exortações centralizam-se neste Livro: Recorda! Obedece! Cuidado!
    a) Recorda! O RESUMO DAS JORNADAS DE ISRAEL (caps.1-4) 
        Moisés resume as peregrinações de Horebe a Bete-Peor (caps. 1- 3)
        Moisés faz deste resumo base para uma exortação (cap. 4)
    b) Obedece! A REPETIÇÃO E EXPOSIÇÃO DA LEI (caps. 5 -27)
        Os Dez Mandamentos (caps. 5- 6)
        Avisos e exortações (caps. 7-12)
        Falsos Profetas (cap. 13)
        Leis cerimoniais (caps. 14- 16)
        Um futuro rei e um futuro profeta (caps. 17-18)
        Leis Civis (caps. 19- 26)
        Bênçãos e maldições da Lei (cap. 27)
    c) Cuidado! REVELAÇÃO DOS FUTUROS PROPÓSITOS DE DEUS REFERENTES A ISRAEL (caps. 28:34)
        Bênçãos e Maldições (cap.28)
        A aliança da Palestina (caps. 29- 30)
        Avisos solenes de: Moisés: aos sacerdotes, aos levitas e a Josué (cap.31)
        O Cântico de Moisés (cap.32)
        Moisés abençoa Israel (cap.33)
        A morte de Moisés (cap.34)

7. A Aplicação Prática do Livro de Deuteronômio
    a) A fórmula integral de amarmos a Deus nos é ensinada neste Livro – “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” (Dt 6:5)
    b) O apelo frequente a que o Povo de Deus ame-O e sirva-O, inspirado nesse amor, ecoa nas páginas de Deuteronômio (Dt 10:12; 11 :1,13,22; 19:9; 30:6,16,20).
    c) A condição divina para se obter a vida é o verdadeiro amor a Deus – “para que vivas” (Dt 30:6,16)
    d) Todo o nosso passado tem sido ordenadopelo amor de Deus. (Dt 7:7,8)
    e) O Amor a Deus requer a nossa obediência diária no presente. (Dt 10:12).
    f) O Amor de Deus age em prol do nosso futuro (Dt 11 :13,14).

27 de jun de 2009

Introdução ao Livro de Números

1. Autor e Data
    Moisés, por volta de 1405 a.C.
    Este é o quarto Livro do Pentateuco cuja autoria, é atribuída a Moisés, com algumas reservas da Crítica.
    Deus ordenou que Moisés numerasse todos os homens aptos para a guerra (Nm 1:2,3).
    Os registros das jornadas no deserto, entre outras narrativas do Livro de Números, foram escritos por ele (Nm 33:2).

2. Título do Livro de Números
    Números no original hebraico é Bemidbar – que significa “no deserto” (Nm 1.1). Lembremo-nos que os judeus tinham por costume nomear seus livros antigos com as primeiras palavras dos mesmos.
    Na versão bíblica grega (LXX ou Septuaginta) é Arithmoi, cujo sentido do termo é aplicado a “recenseamentos”.
    Na versão Vulgata Latina é “Numeri”, que em latim significa “número”, “quantia”, etc.
    Nas versões portuguesas é NÚMEROS.
    O Livro de Números recebeu este nome por iniciar-se com os números do recenseamento de todos os membros da nação israelita (Nm 1:2-46), afora os levitas (v 47). Posteriormente, os levitas também são contados (Nm 3 :15-39). Depois os primogênitos (Nm 3:40-43). O Livro apresenta ainda, em suas páginas, outro recenseamento ordenado por Deus (Nm 26:1-51). Podem estar relacionado a este título – Números – os números referentes às ofertas dos chefes de Israel (Nm 7ss).

3. Tema do Livro de Números
    Ordem, serventia, peregrinação e fracasso.
    Com seus 36 capítulos, o Livro de Números tem seu inicio ilustrando o cumprimento da lei do Céu, onde tudo é feito com ordem.
    a) No capítulo 2 pode-se observar esta ordem na organização do acampamento.
    b) Fica patente a precisão militar nos mínimos detalhes da disposição do acampamento, facilitando o movimento da multidão na hora do levante para a marcha no deserto. Arrolou-se neste primeiro censo 603.550 homens de guerra maiores de 20 anos (Lv 2.32).
    c) No panorama de serviço da organização do acampamento hebreu, cada pessoa foi numerada segundo a sua tribo de origem. Cada tribo tem sua posição definida (ver gravura) e o padrão militar aparece nos ajustes do acampamento e da marcha. Evidencie-se, particularmente, a condução do Tabernáculo onde cada levita possui uma função especial.

    O Livro, além de mostrar a ordem, o serviço israelita ao SENHOR, e a sua peregrinação, registra também o grande fracasso da nação de Israel, que negligenciando as promessas de Deus transgrediu, e por castigo não entrou na Terra de Canaã. O Livro tem o seu epílogo com Israel nas fronteiras da Terra Prometida, com uma nova geração preste a entrar nela.

4. Esfera de Ação do Livro de Números
    Ao comparar-se Nm 1.1 com 26.1-3, observa-se que o Livro faz uma narrativa sobre os 39 anos de jornada em que Israel peregrinou no deserto - desde o Sinai até as campinas de Moabe, junto ao rio Jordão (Nm 33.1-49). Como se fosse um diário dos fatos importantes desde os idos de 1445 (o êxodo) a 1405 a.C. (época da redação do livro de Números).
    A história relatada no Livro de Êxodo tem sua continuação em Números.

4.1 Algumas Características Particulares do Livro de Números
    a) Pode ser chamado de “Livro das Peregrinações”, porque revela a peregrinação hebraica desde o êxodo às campinas de Moabe, orla do rio Jordão. Revela, também, porque Israel não possuiu imediatamente a Terra prometida, depois de partir do Monte Sinai. Antes, teve que peregrinar, vagueando pelo deserto por mais de trinta e nove anos.
    b) Pode ser chamado de “Livro das Murmurações”, pois registra vez após vez a murmuração, o descontentan1ento e as queixas dos israelitas contra Deus e seu modo de lidar com eles.
    c) Pode ser chamado de “Livro da Disciplina Divina”, a demonstrar que Deus realmente disciplina os seus e executa julgamento sobre eles quando permanecem na incredulidade e murmurações (13-14).

5. Conteúdo do Livro de Números
    O esboço de Números pode ser dividido, de acordo com os lugares e tempos, em três partes: No Deserto do Sinai (1:1; 10:10); A viagem pelo deserto do Sinai a Cades Barnéia (10:11; 21:35); De Cades Barnéia a Moabe na margem oriental do Jordão (22:36).
    a) No deserto do Sinai (1:1; 10:10)
        O povo peregrino (caps. 1,2)
        O Povo peregrino fazendo o censo dos obreiros, sacerdotes e levitas (caps. 3,4)
        O Povo peregrino e as leis – a purificação do arraial e o nazireado (caps. 5,6)
        O Povo peregrino e as ofertas dos príncipes da nação (cap. 7)
        O Povo peregrino e a consagração dos levitas (cap. 8)
        O povo peregrino celebra a Páscoa (cap. 9:1-14)
        O Povo peregrino uma nuvem os guia na marcha (caps. 9:15; 10:10)

    b) A viagem pelo deserto, do Sinai a Cades Barnéia (10:11; 20:1)
        A iniciação da marcha dos israelitas, dezenove dias após o primeiro censo (cap. 10)
        Saíram do Egito dia 15 do 1° mês do 1° ano da marcha (Ex 12.3 7)
        Chegaram ao Sinai dia 15 do 3° mês do 1° ano da marcha (Êx 19.1)
        Levantaram o Tabernáculo dia 1° do 1° mês do 2° ano (Ex 40:17)
        O primeiro dos censos ordenados por Deus, em Números sucedeu no 1° dia, 2° mês, 2° ano (Nm. 1:2,3)
        O descontentamento pecaminoso e as murmurações (cap. 11)
        Os setenta anciãos (cap. 11)
        A sedição de Miriam e Arão (cap. 12)
        O relatório dos espias e a descrença fatal nas Promessas (caps. 13-14)
        A rebelião de Coré (cap. 16)
        O florescimento da vara de Arão (cap. 17)
        Legislação cerimonial (18-19)
        Israel chega a Cades e Miriã morre (cap. 20:1)
        Entre os capítulos 14 a 20, Israel peregrina no deserto por 33 anos.
   
    c) De Cades Barnéia à Moabe – margem oriental do Jordão (20:2; 36:13).
        Em Cades a Rocha novamente é ferida e Arão morre (cap. 20)
        A serpente de bronze levantada: O meio de salvação: "olhar e viver' (cap. 21)
        Balaque contrata Balaão, o profeta mercenário, contra Israel (caps. 22-25).
        Um novo recenseamento da nova geração de hebreus (cap. 26)
        O anúncio da morte de Moisés e a eleição de Josué (cap. 27)
        As preparações para a entrada na Terra Prometida (caps. 27-36). 11
        As várias ofertas como instrução à nova geração de judeus (caps. 28-29)
        Na Batalha contra os midianitas a morte dos reis de Midiã e do profeta Ba1aão (Nm 31:8)
        As duas tribos e meia escolhem a sua sorte aquém do Jordão (cap.32)
        A jornada de Israel é narrada, desde o êxodo - saída do Egito- até acamparem-se “junto ao Jordão... nas planícies de Moabe” (caps.33-34).
        As cidades dos Levitas e as Cidades de Refugio (caps. 35-36)

6. A Aplicação Prática do Livro de Números
    a) Contentamento com o que Deus nos dá, por Graça: O descontentamento de Israel e suas murmurações desagradaram a Deus, por isso ficaram prostrados no deserto (Nm 14:16; 1 Co 10:5-11; Hb 3:17). Tal fato serve de aviso para nós: “Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso. para quem já são chegados os fins dos séculos” (1 Co 10:11)
    b) Os membros da Família de Deus são distintos e individuais na contagem divina, tal qual os membros de um corpo (1 Co 12ss). Em Números cada servo foi contado distintamente, com seu serviço definido e com distinção na família. (Nm 1-2).
    c) Amar e agradecer ao SENHOR por Sua longanimidade (Paciência) – um dos atributos que lhe dá excelência. O livro de Números ilustra a longanimidade de Deus para com Israel, um povo rebelde e obstinado (At 13:18 ARA; Nm 14:33,34).

25 de jun de 2009

Introdução ao Livro de Levítico

No Gênesis Deus falou com o homem, dos altos céus (Gn 22:11). No Êxodo Deus falou com o homem da sarça ardente (Ex 3:4). No Levítico Deus fala com o homem da Tenda da Congregação (Lv 1:1).
1. Autor e Data
    Moisés, por vota de 1445-1405 a.C durante a peregrinação no deserto.
    Tanto o primeiro versículo do Livro de Levítico - “E chamou o SENHOR a Moisés, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:” (Lv 1:1), como o seu último “Estes são os mandamentos que Jeová deu a Moisés como ordens para os filhos de Israel, no monte Sinai.” (Lv 27:34) – evidenciam Moisés como o escritor do Livro.
    Está claro que Deus ditou a Moisés quase todas as informações do Livro, tomando-o único na Bíblia a possuir tal relevo. Cerca de 56 vezes vemos a mesma sentença “E falou Deus a Moisés” - (Lv 4:1; 5:14; 6:1,8,19; 20:1; 24:1; 25:1; 27:1).
    Também a conjunção “E” – no primeiro versículo do Livro – o liga ao Livro de Êxodo e Gênesis, como se fosse uma continuação dos primeiros escritos mosaicos.
    As referências do Senhor JESUS ao Livro de Levítico é uma outra forma de identificar a autoria mosaica e sua parte integral do Pentateuco:
    a) Compare Lv 14:1-32, com Mt 8:2-4
    b) Compare Lv 12:2-4,8, com Lc 2:22-24
    c) O livro é uma parte integral do que Jesus chamou “a lei de Moisés” (Lc. 24:44).

2. Título do Livro
    O título mais usual deste 30 livro da Bíblia Sagrada é LEVÍTICO - extraído das versões grega (Septuaginta) e latina (Vulgata) – por presumi-lo um registro de leis aplicadas aos levitas e ao serviço do sacerdócio. Todavia, o título soa falso, uma vez que o Livro não trata apenas do sacerdócio Levítico, mas, da santidade de toda a nação hebraica (Lv 27:34).
    O antigo título do Livro era Vayikra, que em hebraico significa “E ele chamou” (Lv. 1:1) Os judeus tinham por costume nomear seus livros antigos com as primeiras palavras dos mesmos.

3. Tema do Livro de Levítico
    A “Santidade de Deus” (Lv 19:2).
    Santidade (hb. Kedushah) – a palavra-chave no Livro.
    O vocábulo “santo” aparece 87 vezes em Levítico.
    Em seu tema está inserida a pergunta: “Como pode o pecador achegar-se ao Deus santo?” – a resposta encontra-se nos sete primeiros capítulos do Livro. Uma seção de diversos tipos de sacrifícios e ofertas nos mostra que ninguém poderia aproximar-se do Deus santo sem apresentar uma oferenda.
    A “diferença entre o santo e o profano” seria a instrução divina no Livro de Levítico. O que é santo jamais deve se misturar com o secular (Lv 10: 1 O).
    Israel, um “povo separado” para cumprir a missão salvífica de Deus sobre a terra, seria o medianeiro da Graça Divina para todos os povos. Todavia, para ser uma nação santa, separada dos costumes profanos dos povos gentílicos, seria necessário que Israel recebesse instruções relacionadas à santidade de Deus e ao seu próprio caráter como povo santo. “E ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus.” (Lv 20:26).

3.1 Israel Aprenderia a Diferença Entre a Santidade Posicional e a Santidade Condicional
    a) A Santidade Posicional – como posição. Trata-se da separação de uma pessoa, objeto ou instituição para uso exclusivo de Deus. Separados por Deus para estar em posição de uso sagrado. Para ser de Deus. No Livro de Levítico temos alguns exemplos da Santidade Posicional:
        Deus separou uma nação para Si – Israel (Lv 20:26).
        Deus separou um lugar para Si, e o fez sagrado – o Tabernáculo com seus apetrechos (Lv 8:10,11)
        Deus separou pessoas para Si – os sacerdotes (Lv 8:2-9,12)
        Deus separou tipos de rituais para Si – os sacrifícios levíticos (Lv 1; 7)
        Deus separou dias para Si – o sábado, as festas, o ano sabático, e o ano jubileu. (Lv 19:30; Êx 35:2; Lv 23; 25)

    b) A Santidade Condicional – como condição. Trata-se da pureza moral do indivíduo e sua retidão.
        O que Deus santifica e declara santo deve manifestar retidão moral, pois a própria santidade de Deus expressa a Sua perfeição moral.
        O Livro de Levítico traceja a fórmula ritualística, elaborada por Deus, para dar a Israel condição de se purificar (tornar-se moralmente reto aos olhos de Deus) e aparecer diante do Todo-Poderoso e servi-Lo.
        Era o próprio Deus soberano quem estabelecia os critérios de santidade. Ele fez uma relação de animais impuros, separando-os dos puros (Lv 11). Ele reputou como impuras algumas doenças, fungos, etc. (Lv 13; 14). O contacto de alguém com um impuro fazia-o também impuro.
        Deus ensinou ao povo definir a santidade por meio de exemplos comuns e cotidianos. Israel deveria aprender que a definição de santidade emanava do próprio Deus. A condição de santo seria imputada por Ele.
        E tudo o que Deus santifica é, inexoravelmente, santo. Portanto, os sacerdotes – elemento mediador do povo para com Deus – teriam que se conservar santos; suas vestes teriam que ser mantidas santas; os sacrifícios oferecidos ao SENHOR teriam que ser santos, separados da impureza. Sendo o Santuário e os seus utensílios santos, até os terrenos do Santuário eram santos e não deveriam ser poluídos.

3.2 Santidade, Esta é a Lição Temática do Livro de Levítico.

4. Esfera de Ação do Livro de Levítico
    Desde o fim da construção do Tabernáculo (Ex 40:17) até o dia da partida de Israel, do Sinai para Canaã, o povo esteve acampado durante o período de um ano ao sopé do Monte Sinai (Nm 1:1/10:11-13). Ali eles aprenderiam a lei de Deus (Dt 4:13,14).
    No intervalo de um ano, aproximadamente, Deus ditou a Moisés toda a cultura do Livro de Levítico. Foi nesse período que sucederam os fatos registrados no Livro.

4.1 Algumas Características do Livro de Levítico
    a) 56 vezes a afirmação da sentencial “Falou Deus a Moisés”, torna Levítico o único Livro da Bíblia ditado, em sua maior parte, por Deus.
    b) 42 vezes os termos “sacrifício e oferta”, para nos instruir quanto aos detalhes dos mesmos.
    c) 189 vezes o termo “sacerdote” aponta o mediador santo da nação de Israel.
    d) 86 vezes o termo “sangue” – como expiação do pecado aparece em Levítico.
    e) 87 vezes o termo “santo” nos ilustra a urgência de santidade.
    f) 54 vezes o termo “expiação”. O capítulo 16 é o mais expressivo no assunto.
    g) 90 citações do Livro de Levítico estão no Novo Testamento.

5. Conteúdo do Livro de Levítico 
    a) O caminho para Deus: a expiação (Lv 1:1; 16:34)
         Através dos sacrifícios (Lv 1:1; 7:38)
        Através da intercessão sacerdotal (Lv 8:1; 10:20)
        Através das leis da purificação (Lv 11:1; 15:33)
        Através do dia anual da expiação (Lv 16:1-34)

    b) Requisito para o andar diante de Deus: a santidade (Lv 17:1; 27:34)
        Santidade através da revelação do sangue (Lv 17:1-16)
        Santidade através dos padrões morais (Lv 18:1; 22:33)
        Santidade através da adoração normal (Lv 23:1; 24:23)
        Santidade através das leis da reparação, da obediência e da consagração (Lv 25:1; 27:34)

6. Aplicação Prática do Livro de Levítico
    a) Saber que Deus é santo (Lv 11:45; 19:2; 21:8)
    b) Santificarmo-nos para Ele em toda a nossa maneira de viver (Lv 20:26; I Pe 1:15).
    c) Sendo a Santidade um dos principais atributos de Deus, como o homem profano se aproximaria d'Ele se Ele mesmo não nos criasse o caminho adequado para nos santificar (Lv 22:32)? O sacrifício expiatório no Livro de Levítico tipifica o Sacrifício único de Cristo por nossos pecados (Hb 10:10-12). Portanto, não pisemos o Filho de Deus nem tenhamos por profano o sangue do testemunho com que fomos santificados (Hb 10:28,29).

6.1 A Epístola aos Hebreus no NT é o Livro que mais Ilustra e Esclarece o Livro de Levítico.
    a) Hebreus explica que o sacerdócio, o sangue do sacrifício, assim como o próprio sacrifício Levítico eram inferiores ao Sacerdócio, ao Sangue e ao Sacrifício de Cristo.
    b) Portanto o Livro de Levítico será melhor compreendido pelo aluno se lido com a Epístola aos Hebreus.

19 de jun de 2009

Introdução ao Livro de Êxodo

1. Autor e Data
    Moisés, por volta de 1445-1405 a.C
    Muitos estudiosos baseados em Êx 17:14; 24:4; 34.27,28 apontam Moisés como autor da forma final do livro. Pois, tendo lançado mão de fontes escritas ou orais, ele escreveu a primeira seção do Livro de Êxodo (Ex 1:1-22; 2 :1-10), o que é claramente percebido. A partir dai, vemos uma coletânea de suas memórias narradas de forma paulatina, em acordo com os acontecimentos. Analisando o Livro de Êxodo pode-se perceber que Moisés foi testemunha ocular dos acontecimentos registrados no Livro (Ex 2:12; 9:31,32; 15:27).
    Há críticos que entendem que Moisés escreveu apenas alguns fatos específicos como a descrição da derrota dos amalequitas (Ex 17:8-13), o “Livro da Aliança” (Ex 21-23) e as instruções em Ex 34:10-26. Outros negam completamente a autoria de Moises no Êxodo. Atribuem a autoria do Livro a diversos autores que, segundo a Teoria Documentaria - JEDS, o concluíram num período da história de Israel muito posterior aos dias de Moisés.
    Segundo o historiador judeu Flávio Josefo, o nome hebraico Moshé (Moisés) significa “salvo das águas”. No idioma egípcio “Mo” quer dizer água e “isés” preservado.
    A vida de Moisés apresenta-se em três fases distintas:

    a) 40 anos como príncipe no Egito
    b) 40 anos peregrinando no deserto de Mídia como pastor de ovelhas.
    c) 40 anos como guia da Nação de Israel no deserto.

2. Título do Livro
    ÊXODO significa “saída, partida”. O termo Êxodo  (em gr. éksodos) foi dado como título a este segundo livro da Bíblia pela versão Septuaginta Grega (LXX).
    O Livro de Gênesis apresenta a entrada de Israel no Egito através de José, com setenta pessoas (Gn 46:26,27). O Livro do Êxodo apresenta a saída do povo de Israel do Egito, após 430 anos de cativeiro egípcio – com cerca de 600 mil pessoas, afora mulheres e crianças (Ex 12:37 ARA).
    Em continuidade ao Gênesis, o Êxodo mostra o cumprimento da Palavra de Deus dada a Abraão em Gn 15: 13,14 – “Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente ti qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.” Compare Ex 12:40,41, com, At 7:6; Gl 3:17.
    O tempo de escravidão no Egito – 400 ou 430 anos? – Segundo alguns estudiosos, registrou-se quatrocentos e trinta anos, porque a versão bíblica Septuaginta (LXX) incluiu as peregrinações dos patriarcas em Canaã, nos quatrocentos e trinta anos.

3. Tema do Livro do Êxodo
    A Redenção.
    a) No Gênesis, observamos a Redenção pelo sangue do cordeiro por uma pessoa: Isaque (Gn 22:1-18).
    b) No Êxodo, observamos a Redenção pelo sangue do cordeiro por uma nação: Israel. (Ex 12: 1-42).
    c) No Gólgota, observamos a Redenção pelo sangue do Cordeiro JESUS CRISTO por toda a Humanidade – JESUS “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. (Jo 1: 29) – Os acontecimentos dos Livros de Gênesis e Êxodo prefiguravam a grande Redenção efetuada através de Cristo.

    O tema do livro trata da escravidão da nação hebraica e sua posterior redenção. Redenção que culmina com uma nova revelação do Deus santo.
    Assim, o Livro do Êxodo nos ilustra que:
    a) A Redenção de Israel o constrangeu a um conhecimento maior do seu Redentor, através da Lei e das operações divinas;
   b) A Redenção de Israel exigiu adoração e sacrifícios ao seu Redentor, por meio do sacerdócio;
    c) A Redenção é primordial para que haja comunhão com o Deus santo. Mas, ainda que o povo seja redimido, a purificação das contaminações será uma constante para preservar tal comunhão.

4. Esfera de Ação do Livro de Êxodo
    A abrangência total da esfera de ação do Livro de Êxodo estende-se desde a morte de José à construção do Tabernáculo. O Livro em seu primeiro capítulo fala da morte de José; e em seu último capítulo (cap. 40) fala da construção do Tabernáculo.
    Todavia, no que diz respeito ao tempo em que aconteceu o êxodo – saída do povo de Israel do Egito – alguns estudiosos observando I Rs 6:1 – onde está registrado que o êxodo ocorreu 480 anos antes do quarto ano do rei Salomão  propõem o ano 1445 a.C como a data bíblica para o êxodo de Israel.
    O Dr. Myer Pearlman em seu livro Através da Bíblia Livro por Livro - editado pela CPAD, ilustrou a esfera de ação do Livro de Êxodo assim: “Começa com um povo escravizado, habitando na presença da idolatria egípcia e termina com um povo redimido habitando na presença de Deus.”

5. Algumas Características Particulares do Livro de Êxodo
    a) A primeira vez que a Bíblia faz menção de música e cânticos é em Gn 31:27; mas, a primeira vez que Bíblia fala de adoração com cânticos – assunto muito vasto nas Escrituras é no Livro de Êxodo 15:1-21.
    b) Os Dez Mandamentos o Decálogo (cap. 20). Uma síntese dos padrões morais e justos exigidos por Deus para o Seu Povo. Na descrição dos Seus Mandamentos a base da ética e da moralidade bíblica.
    c) A vida do próprio Moisés; a Páscoa; a Travessia do Mar Vermelho; o Maná; a Rocha ferida e a água; Tabernáculo; o Sumo sacerdote. Todas estas características particulares do livro do Êxodo são tipos que prenunciam Cristo e a Redenção no Novo Testamento.

6. Conteúdo do Livro de Êxodo
    O conteúdo do Livro de Êxodo se divide em torno de cinco acontecimentos principais: Israel no Cativeiro Egípcio; Redimido do Cativeiro; Viajando no Sinai, Recebendo a Lei e Israel Adorando ao Senhor.
    a) Israel no cativeiro egípcio (caps. 1-2)
        A opressão, a escravidão e o infanticídio (cap. 1)
        O nascimento e a educação de Moisés (cap. 2: 1-10)
        O zelo precipitado, a fuga e o casamento de Moisés (2: 11-22)

    b) Israel redimido do cativeiro (caps. 3-15)
        O chamamento de Moisés (caps. 3- 4:1-17)
        O retorno de Moisés ao Egito (cap. 4:18-31)
        O conflito com Faraó (caps. 5-6)
        As dez pragas (caps. 7-11)
        A Páscoa (cap. 12)
        A Travessia do Mar Vermelho (cap. 14-15:21)

    c) Israel viajando no Sinai (caps. 15-19).
        As águas de Mara (cap. 15)
        Elim – fontes e árvores (cap. l5)
        O deserto de Sim – o maná (cap. 16)
        Refidim – a Rocha ferida; Batalha contra Amaleque (cap. 17)
        Sinai – visita de Jetro (cap. 18)

    d) Israel recebendo a Lei (caps. 19-23)
        Moisés subindo ao Sinai. A eleição de Israel como nação sacerdotal (cap. 19)
        O Decálogo – os Dez mandamentos (cap. 20)
        A Lei civil (caps. 21-23)

    e) Israel adorando ao Senhor (caps.24-40)
        Deus dá o modelo do Tabernáculo a Moisés (caps.24-31)
        Quebra da Lei (caps. 32-34)
        A edificação do Tabernáculo (caps. 35-39)
        O Tabernáculo é construído (cap. 40)

OBS – O Livro de Êxodo termina manifestando a Glória e o Poder do Deus Altíssimo, teofânicamente, como nuvem e fogo descendo do Céu sobre o Tabernáculo (Ex 40: 34-38). Na consumação dos séculos a Glória de Deus também descerá para habitar com os homens (Ap 21 :3).

7. A Aplicação Prática do Livro do Êxodo
    a) Entender que no Livro de Êxodo está a mais luzente revelação, do Antigo Testamento concernente a Graça Redentora de Deus e das Suas poderosas ações.
    b) No Livro de Êxodo aprendemos que Deus é quem estabelece como serão as coisas. Ele tem o controle de tudo, mas, por misericórdia, nos permite administrá-las em Sua presença.
    c) Deus deu a Moisés os Seus Mandamentos para serem passados ao Povo (Ex 24:12).
    d) Deus deu a Moisés a planta do Tabernáculo, com todas as suas medidas (Ex 25:9; At 7:44; Hb 8:5).
    e) Deus deu a Moisés as instruções sobre como seriam as vestes sacerdotais, usadas no santuário, para a Sua Glória (Ex 28:1-35).

17 de jun de 2009

Introdução ao Livro de Gênesis

    Á partir do Livro de Gênesis daremos primazia aos fatos mais importantes de cada livro subsequente omitindo os detalhes.

1. Autor e Data
    Moisés. Por volta de 1445-1405 a.C
    Dentre os diversos documentos usados por Moisés para escrever o Pentateuco, o Livro de Gênesis apresenta-nos onze. São onze documentos primitivos, originalmente registros de famílias da linhagem escolhida de Deus e de famílias aparentadas, que compõe o livro de Gênesis. Estes cobrem os primeiros milênios da história humana, desde a criação do homem ao estabelecimento do povo escolhido de Deus no Egito, (Halley). Vejamos:
  1.  “O Hino da Criação” - 1.1 a 2.3
  2. “Gerações dos Céus e da Terra” – 2.3 à 4.26
  3. “O Livro das Gerações de Adão” – 5.1 à 6.8
  4. “As Gerações de Noé” – 6.9 à 9.28
  5. “As Gerações dos Filhos de Noé” – l0.1 à 11.9
  6. “As Gerações de Sem” – 11.10-26
  7. “As Gerações de terá” - 11.27 à 25.11
  8. “As Gerações de Ismael” – 25.12-18
  9. “As Gerações de Isaque” – 25.19 à 35.29
  10. “As Gerações de Esaú” – 36.1-43
  11. “As Gerações de Jacó” – 37.2 à 50.26
2. Título do Livro
    O título do livro – GÊNESIS – deriva da primeira palavra do livro: “bereshit” – que no hebraico significa “no principio”. Esta palavra hebraica foi traduzida pela versão grega do Antigo Testamento (a Septuaginta) como “Geneseos”, que representa os termos principio, começo, fonte, origens, criação, nascimento, etc.

3. Tema do Livro de Gênesis
    O tema desta maravilhosa obra literária está inserido no próprio título do livro: as origens.
    O Gênesis é o Livro dos princípios – das origens – ou dos começos. É o registro sagrado do princípio de todas as coisas, pois seu primeiro versículo assim afirma: “No principio criou Deus os céus e a terra”.
    No Gênesis vemos o princípio da criação do Universo, o começo de toda espécie de vida, a origem da raça humana, o início das nações; o primeiro pecado, a queda, o juízo divino aplicado ao homem pecador e a promessa de redenção, pode-se inclusive contemplar no Gênesis o nascimento, em meio às nações, da nação que levaria a Redenção aos demais povos.

4. Esfera de Ação do Gênesis
    Segundo o Dr. Myer Pearlman, da Criação até a morte de José do Egito, percebe-se um período de 2.315 anos, cerca de, 4004 a 1689 antes de Cristo.
“O Gênesis abrange na sua narração uma longa série de séculos, e colocando (no tronco principal das suas genealogias) ao lado dos nomes também números de anos, forneceria os elementos de uma cronologia. Infelizmente as cifras não parecem bem conservadas, porque nos números dos capítulos 5 e 11 os três textos independentes: o hebraico, o samaritano e o grego divergem entre si. Baseando-se sobre o seu texto, os gregos do império bizantino colocavam a criação do homem 5508 anos a.C Os hebreus ainda usam uma era que no mesmo período conta 3760 anos. As ciências antropológicas exigem um tempo assaz maior para a existência do homem sobre a terra. A Bíblia não é contrária a resultados certos de tais ciências, também porque as listas genealógicas do Gênesis poderiam ser incompletas, ou seja, com omissões de elos intermediários.
    Do nascimento de Abraão à descida dos israelitas ao Egito - 290 anos (Gên 21:5 + 25:26 + 47:28), a cronologia respectiva é mais ou menos certa. Para a cronologia absoluta (baseada na era cristã) ter-se-ia um ponto fixo no sincronismo de Abraão com Hamurabi, o célebre rei da Babilônia, cujo famoso código de leis foi descoberto em 1902. A identificação, porém, de Amrafel, rei de Senaar (Gên 14: 1), com Hamurabi da Babilônia, é hoje mais do que duvidosa; tampouco a data do reinado deste último está definidamente fixada; atualmente tende-se a colocar-lhe o início por volta de 1728 a.C Tomando como ponto de partida a data em que os israelitas saíram do Egito sob o faraó Menefta pelo ano de 1200 a.C e remontando o curso dos séculos com os dados da própria Bíblia (Ex 12:40 e passagens acima citadas), Abraão teria nascido por volta de 1900 a.C mas não é certo qual seja o faraó do Êxodo.”

4.1 Alguma Características Particulares do Livro do Gênesis
    Profecias: Teria o Livro de Gênesis algum cunho profético? Sim. Ele deve ser estudado profeticamente, pois, a nascente de todas as profecias está no Livro de Gênesis. A primeira e fundamental profecia, que abrange toda a Revelação Divina no que se refere à Redenção está no Livro de Gênesis (Gn 3:15). E outras...
a)    Profecias alusivas à Terra (Gn 8:22)
b)    Profecias alusivas aos filhos de Noé (Gn 9:35-37)
c)    Profecias alusivas à Abraão (Gn 12:1-3 + caps. 15,17,18)
d)    Profecias alusivas à Ismael (Gn 17:20)
e)    Profecias alusivas à Isaque (Gn 18ss)
f)    Profecias alusivas à Esaú e a Jacó (Gn 25:23)
g)    Profecias alusivas à Efraim e Manassés (Gn 48)
h)    Profecias alusivas aos doze filhos de Jacó (Gn 49)

    Doutrinas: Na sua variedade de assuntos, o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (excetuando-se o livro de Jó) não omitiria o propósito principal da Palavra de Deus, que é o ENSINO. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar... e instruir em justiça” (II Tm 3: 16) – O livro de Gênesis nos transmite diversas doutrinas bíblicas. Dentre as quais destacamos:
    1)    DOUTRINA DA TRINDADE – Um dos fundamentais ensinos do cristianismo.
    Apesar do termo “Trindade”, não constar na Bíblia Sagrada, temos em toda a Bíblia elementos que comprovam a doutrina da Trindade. Vejamos:
  • No original hebraico do livro de Gênesis uma das palavras usadas para designar Deus é ELOHIM. O termo Elohim é um substantivo plural que indica deuses.
  • É com essa fórmula plural Elohim que o nome de Deus aparece nada menos que 35 vezes em 34 versículos do livro de Gênesis, inclusive nos doze primeiros versículos (Ge 1:1-12), expressando a grandeza do Deus Criador e Justo.
  • Analisando-se gramaticalmente os textos de Gn 1.26 “façamos” “nossa”. Gn 3.22 “É como um de nós”, etc., chegamos à conclusão que aqueles que se opõem a esta doutrina estão desprezando a vontade por Deus revelada nos primórdios da humanidade sobre a terra.
  • A pluralidade do termo “Elohim” reflete vivamente a doutrina da Santíssima Trindade – O Pai, O Filho e O Espírito Santo – na tradução hebraica de textos como: “façamos o Homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança” e “o Homem é como um de Nós, sabendo do bem e do mal” (Gn 1:26; 3:22) e “desçamos”, “confundamos” (Gn 11:5,7).
    b)    A DOUTRINA DA FÉ – Esta é outra doutrina que tem sua origem em GÊNESIS, conforme se pode ver manifesta em vários personagens bíblicos.
  • Em Abel – Gn 4.4; Hb 11.4
  • Em Enoque – Gn 5.24; Hb 11.5
  • Em Noé – Gn 6.14.22; Hb 11.7
  • Em Abraão – Gn 12.1-3; Hb 11.8-10
  • Em Sara – Gn 18.9-11; 21.1,2,5,7; Hb 11.11
    c)    A DOUTRINA DA ORAÇÃO – A oração é algo imprescindível a todo aquele que se julga dependente de Deus. Como tal, ela tem origem em Gênesis, e surge logo com feição variada.
  • Como intercessão – Gn 18.22-33
  • Em favor da cura divina – Gn 20.17
  • Como rogativa pessoal – Gn 15.2; 17.18-20
  • Em circunstâncias especiais
  • Em ações de graças – Gn 24.26,27
5. As 10 Tábuas Geneálogicas
    Outra das características especiais do livro de Gênesis, é que o todo do livro foi enquadrado pelo autor sagrado em dez tábuas genealógicas (2:4; 5:1; 6:9; 10:1; 11:10; 1l:27; 25:12; 25:19; 36:1; 37:2) dispostas de tal modo que, após ter registrado os ramos secundários da propagação humana, volta a narrar difusamente os destinos do ramo patriarcal, isto é, da descendência eleita, portadora da revelação divina e da verdadeira religião.

6. Conteúdo do Livro de Gênesis
    O conteúdo de Gênesis se divide em torno de seis acontecimentos principais:
a)    A CRIAÇÃO;
b)    A QUEDA;
c)    A PRIMEIRA CIVILIZAÇÃO;
d)    O DILÚVIO;
e)    A TORRE DE BABEL E A DISPERSÃO DAS NAÇÕES;
f)    E O POVO HEBREU

6.1 A Criação (caps.1-2)
    A terra já criada (v. 1) chegou a ser “sem forma e vazia” (v.2), mas não fora criada assim (Is 45:18). Percebe-se que o termo “criou” aparece apenas três vezes no primeiro capítulo (vv.1,21,27). Estudiosos afirmam que há diferença entre o que Deus “criou” e o que Ele “fez”. Assim os mares foram feitos de águas já existentes (v.9,10). O Sol e a Lua foram feitos ou levados a aparecer através das espessas nuvens, no dia quarto, mas foram criados no dia primeiro (v.3).
    É possível admitir um grande período de tempo entre o v.1 e o v.2. Talvez aplique-se aqui o tempo “kairós” de Deus, quando um dia são milhares de anos (II Pe 3:8). Recurso mais aceitável para se compreender os dias da criação.
    Qual o objetivo da criação de Deus? Para quem Deus criou?
    Nas respostas a estas indagações pode-se compreender, teologicamente, o tema do livro de Gênesis – as origens.
a)    O OBJETIVO DA CRIAÇÃO: manifestação da Glória de Deus (Sl. 19:1; 8:1).
b)    PARA QUE FORAM CRIADAS TODAS AS COISAS? Para que o homem “imagem e glória de Deus” (I Co 11:7b) – dominasse sobre elas.
    Na primeira declaração que Deus fez ao homem e à mulher – registrada nas Escrituras Sagradas – centraliza-se o “para que” da Criação. (Leia abaixo Gn 1 :26-28)
    “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”.
    O texto bíblico acima declara a intenção de Deus para com o homem, coroa da Sua criação: A BÊNÇÃO DIVINA PARA O HOMEM E O DOMÍNIO HUMANO ABSOLUTO SOBRE A CRIAÇÃO, EM LUGAR DE DEUS.
    O Homem seria um abençoado imediato do Criador ante a Sua criação, mas ao desobedecer a ordenança divina o homem ameaçou o Plano de Deus para a humanidade expressa na criação. Como resposta, Deus chamou Abraão, por meio de quem a Bênção Divina alcançaria a Humanidade (Gl. 3:14).
    A criação, no livro de Gênesis, seria o prólogo  do grandioso drama, que se divide em duas partes, e tem por protagonistas os cinco grandes patriarcas: Adão e Noé, patriarcas da raça humana; Abraão, Isaac e Jacó, patriarcas do povo hebreu - em quem se desenvolveria a revelação divina sinaítica e a religião narrada no Êxodo.

6.2 A Queda do Homem (cap. 3)
a)    A possibilidade de tentação
b)    O autor da tentação
c)    A sutileza da tentação
d)    O êxito da tentação
e)    O primeiro juízo
f)    O primeiro anúncio da Redenção.

6.3 A Primeira Civilização (cap. 4-5)
a)    CAIM: A inveja o fez cometer o primeiro homicídio, manifestando a hereditariedade do pecado na raça humana (I Jo 3:12)
b)    ABEL: Sua história nos ilustra que o pecador pode alcançar graça diante de Deus através da sua oferta sincera e penitente (Hb 11:4)
c)    A PRIMEIRA CIVILIZAÇÃO: Caim tomou-se o fundador de uma civilização que incluiu uma cidade, agricultura, manufaturas e artes. O caráter dessa cidade foi marcado pela violação da lei do matrimônio e pelo espírito da violência (Gn 4:19-24)
d)    SETE: Após a morte de' Abel e a rejeição de Caim, Sete nasceu para que a promessa de Redenção fosse operada (Gn 4:25,26)

6.4 O Dilúvio (caps.6-10)
a)    Havia apenas duas classes de pessoas no mundo: os impenitentes caimitas, descendentes de Caim, e os piedosos setistas, descendentes de Sete (Gn 4:25,26).
b)    O Dilúvio, juízo divino sobre os infiéis (II Pe 3 :6)
c)    Antes do Dilúvio havia a pregação da justiça (TI Pe 2:5)
d)    Antes do Dilúvio, a Longanimidade de Deus -120 anos- esperando a construção da Arca (Hb 11 :7).
e)    Antes do Dilúvio, o meio de salvação - a Arca - uma figura de Cristo (Mt 24:-37-39).
f)    Antes do Dilúvio a preservação da Família piedosa (Gn 7:1,13-19).

6.5 A Torre de Babel e a Dispersão das Nações (cap. 11)
a)    Ninrode e a “liga das nações” em levante contra Deus.
b)    Deus impediu o projeto e destruiu a Torre de Babel, confundindo as línguas e espalhando os povos sobre a face da terra.
c)    Era uma confederação  de engrandecimento humano
d)    Poder-se-ia observar a semelhança do desenvolvimento das confederações humanas de hoje, e a multiplicidades de nomes partidários.

6.6 O Povo Hebreu (caps. 12-50)
  • ABRAÃO (caps. 12 -25): Vemos no cap. 12 com relação a Abraão

    • A Escolha Divina
    • O Plano divino (abençoar por ele muitos povos)
    • Chamada Divina (Ver At 7:2,3; Hb 11 :8)
    • A Proteção Divina (amaldiçoarei os que te amaldiçoarem)
    • A Revelação Divina (Apareceu o Senhor a Abraão)
    • A Promessa Divina (A tua descendência darei esta terra)
  • ISAQUE (caps.17-35)

    • Filho de Abraão com Sara, e irmão Ismael. Este filho de Abraão com a escrava Hagar.
    • Isaque possuía um caráter obediente e pacífico.
    • Seu nascimento foi um milagre entre Abraão e Sara (Gll 15:41 17: 19)
    • Sua salvação no sacrit1cio do Monte Moriá foi um milagre. (Gn 22:1-14)
    • Seu casamento sucedeu de um milagre, através de Eliezer, o mordomo.
    • Deus lhe aparece e renova o pacto feito a Abraão, seu pai. (Gn 26:2-5)
    • Foi enganado por Jacó, quando velho. (Gn 27:18)
  • JACÓ (caps.25-35)

    • Era irmão mais novo de Esaú, porém foi escolhido como o portador da bênção (Gn 25:23).
    • Comprou a primogenitura (25:33)
    • Enganou seu pai Isaque (27: 18-27)
    • Fugiu para Pada-Harã (27:43 128:5)
    • A visão e o voto (28:10)
    • Suas transações com Labão (cap. 31)
    • A luta com um anjo (32:34)
    • A reconciliação com Esaú (cap.33)
    • A descida ao Egito e o encontro com José, seu filho (cap. 46)
    • Sua morte e sepultamento (49:33 -50: 13)
  • JOSÉ (caps.37-50)

    • Amado por seu pai (37:3)
    • Invejado por seus irmãos (37:4)
    • Vendido aos ismaelitas (37: 18-36)
    • Favorecido pelo seu senhor (39:1-6)
    • Tentado pela esposa do seu senhor (39:7-19)
    • Encarcerado por Potifar (39:20-41:13)
    • Elevado por Faraó (41: 1-44)
    • Não reconhecido por seus irmãos na primeira vez que vieram ao Egito (42:7-44:34)
    • Revelado a seus irmãos no segundo encontro (45:1-15)
    • Reunido a seu pai, Jacó. (46:28-34)
    • Sua morte (50:22-26)
7. A Aplicação Prática do Livro de Gênesis
a)    O livro de Gênesis faz harmonizar a criação com o Seu Criador.
b)    O Livro de Gênesis expressa a origem da raça humana, o homem foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus. Ignorar isso e a função administrativa do ser humano quanto à criação toma a vida humana sem sentido.
c)    O Livro de Gênesis nos faz ver o propósito principal da criação do gênero humano: administrar a criação sob a influência de Deus.
d)    O Livro de Gênesis nos faz entender a origem do pecado e suas horríveis conseqüências hereditárias.
e)    O Livro de Gênesis nos exemplifica a fé ladeada pela obediência de homens como Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e José. O caráter dessas pessoas nos influencia e deve ser imitado, pois provaram ter um compromisso verdadeiro com o SENHOR. (Ver Hb 11:4-22).

15 de jun de 2009

Introdução ao Pentateuco

   Esta é a 1° de uma série de postagens sobre o Pentateuco. Nesta sinopse estaremos nos familiarizando ao Pentateuco, seu autor, suas doutrinas, além de conhecermos um pouco sobre a teoria da “alta crítica destrutiva” que tenta discredibilizar o Pentateuco, negando inclusive, que Moisés tenha sido seu autor.

I. IDENTIFICANDO O PENTATEUCO

1. O Significado do Termo Pentateuco e sua Composição     O termo PENTATEUCO deriva-se de duas palavras gregas: “pente” (cinco) + “teuchos” (folha de papiro, papel, livro ou volume), que indica “cinco volumes”, ou “cinco livros”.
    Os Judeus o chamavam “os quintos da Lei”, ou os “quintos”, sendo cada livro denominado “um quinto”.
    Portanto, o Pentateuco constitui-se dos cinco primeiros livros (volumes) da Bíblia Sagrada, também chamado de “Torah” – o livro da lei de Moisés. São eles:
  • GÊNESIS = É o livro que trata das origens, por isso significa geração ou origem (Gn 1-11.26).
  • ÊXODO = É o livro que narra a saída dos filhos de Israel do Egito, por isso significa saída, (Ex 1-15.21)
  • LEVÍTICO = É o livro que revela o ritual dos levitas no culto ao Senhor, refere-se ao serviço levítico (Lv 8-9).
  • NÚMEROS = É o livro que manifesta vários recenseamentos, a numeração das tribos, levitas, e recém-nascidos.
  • DEUTERONÔMIO = (gr. deuteros, segunda + gr. nomos, lei = segunda lei). É o livro que trata da repetição das leis descritas nos livros anteriores do Pentateuco.
1.1 Algumas Doutrinas Fundamentais do Pentateuco
  • A Criação
  • A Queda do Homem
  • A Expiação
  • A Redenção
  • A Origem do Universo
  • A Origem da raça humana
  • A Origem da família
  • A Origem do Governo humano
  • A Origem da Chamada de Abraão
  • A Origem do povo hebreu k)    A Lei de Deus, etc.

2. Nomes que a Própria Bíblia dá ao Pentateuco.
    1) No Antigo Testamento
  • Lei: Js 8:34; Ed 10:3; Ne 8:2,7,14; 10:34,36; 12:44; 13:3; II Cr 14:4; 31:21; 33:8
  • Lei de Deus: Js 24:26; Ne 8:18.
  • Livro da Lei: Js 1:8; 8:34; II Rs 22:8; Ne 8:3
  • Livro da Lei de Moisés: Js 8:31; 23:6; II Rs 14:6; Ne 8:l
  • Livro de Moisés, servo de Deus: Dn 9:11,13; Ml 4:4
  • Livro de Moisés: Ed 6:18; Ne 13:1; Cr 25:4; 35:12
  • Livro da Lei de Deus: Js 24:26; Ne 8:18
  • Livro do Senhor: Ed 7:10; ICr 16:40; ICr 31:3; 35:26
  • Livro da Lei do Senhor: II Cr 17:9; 34:14; Ne 9:3
    2) No Novo Testamento
  • Lei: Mt 12:5; Lc 16:16; Jo 7:19
  • Livro da Lei: Gl 3:10
  • Lei de Moisés: Lc 2:22; Jo 7:23
  • Livro de Moisés: Mc 12:26
  • Lei do Senhor: Lc 2:23-24
3. Objetivos pelos quais o Pentateuco foi escrito.
    O Pentateuco foi escrito para declarar a humanidade a origem de todas as coisas. Do universo, do homem, das nações, e que a origem de todas as coisas tiveram início em Deus.
    O Pentateuco foi escrito para prover a história nacional de Israel para os próprios judeus e para o mundo. A história de Israel se inicia no Pentateuco com a chamada de Abraão, com o nascimento miraculoso de Isaac, com a entrada de José no Egito, com a libertação do cativeiro egípcio, com a peregrinação no deserto, com a posse da terra prometida e etc. A história nacional de Israel seria importante para os israelitas no deserto, para os que depois se instalariam em Canaã, e seria de grande importância também os demais povos da Terra, até os dias de hoje. O Pentateuco, principalmente no Livro de Gênesis, situa a nação de Israel no meio dos povos, mostrando suas origens e as origens das nações que interagiriam maléfica ou beneficamente com Israel (Lv 26:33).
    O Pentateuco foi escrito para ser o manual de instrução da nação de Israel, provendo-lhe alicerces morais concretos e religiosos.
    Os mandamentos, as leis cerimoniais e morais, e todo o ensino do Pentateuco guiaria o povo na peregrinação com o Seu Deus.
    A base de toda tradição judaica e o fundamento de sua religião está no Pentateuco, pois, até os samaritanos – grupo dissidente dos judeus – conservam o Pentateuco como sua regra de fé.
    O Pentateuco foi escrito para apresentar ao mundo o deus de Israel (Gn 26:4; lv 26:45; Nm 14:15; ex 15:14-16; Dt 2:24,25; 26:19)
        O Deus que liberta, que abençoa, que merece adoração, louvor e obediência.
        O Deus Único, poderoso e santo.
    O Pentateuco foi escrito não apenas para mostrar a sequência histórica da humanidade desde adão. Mas também para manifestar através do povo de Israel um relato do seu reinado teocrático; o qual culminaria na redenção de cristo para os pecadores e no seu reinado davítico.

4. Esboço do Pentateuco
    O Pentateuco é formado por cinco livros que, juntos, abrangem um período de tempo que se estende desde a Criação até a chegada do povo de Israel aos limites de Canaã.
  • História primitiva com um contexto histórico amplo – Gn 1-11
  • História dos Patriarcas – Gn 12-50
  • Opressão de Israel e preparativos para o Êxodo – Êx 1-9
  • O Êxodo e a chegada ao Sinai – Êx 10-19
  • O Decálogo e o Pacto no Sinai – Êx 20-24
  • Tabernáculo e o sacerdócio aarônico – Êx 25-31
  • A violação idolátrica do Pacto – Êx 32-34
  • Acréscimo de leis acerca do Tabernáculo – Êx 35-40
  • A lei das oferendas – Lv 1-7
  • Consagração dos sacerdotes e oferendas iniciais – Lv 8-10
  • As leis da purificação – Lv 11-15
  • O Dia da Expiação – Lv 16
  • Leis acerca da moralidade e pureza – Lv 17-26
  • Votos e dízimos – Lv 27
  • Censos e leis Nm – 1-9
  • A Viagem desde o Sinai até Cades-Barnéia – Nm 10-20
  • Peregrinações até Moabe – Nm 21-36
  • Primeiro discurso – Dt 1-4
  • Segundo discurso com uma introdução exortativa – Dt 5-11
  • Coleção de estatutos e direitos – Dt 12-26
  • Maldições e Bênçãos – Dt 27-30
  • Ascensão de Josué e a morte de Moisés – Dt 31-34
II. AUTORIA DO PENTATEUCO
    MOISÉS, “homem de Deus” (Dt 33:1; Js 14:6), fundador da comunidade israelita.
    Moisés exerceu dentre o seu povo diversas funções. Tais como: pastor, legislador, educador, profeta, juiz, libertador, historiador, mediador, sacerdote, etc.
    Moisés, inspirado por Deus, compôs esta obra de forma completa e contínua. Sendo muito provável que tenha feito o uso de algumas fontes orais e escritas, como se pode perceber no estudo acurado do Pentateuco.

1. Moisés Tinha Condições Para Escrever o Pentateuco.
  • Ele possuía cultura suficiente, pois era um erudito (At 7:22)
  • Ele conhecia a história de Israel para documentá-la (Dt 1:1-3)
  • Ele como hebreu conhecia bem o hebraico, língua usada no Pentateuco.
  • Ele, apesar de hebreu, conhecia bem o Egito e a Arábia estando bastante familiarizado com seus costumes e instruções, para narrá-los no Pentateuco. Sabe-se que a instrução egípcia era vetada aos estrangeiros; apenas os sacerdotes e membros da família real, como o foi Moisés, podiam adquiri-la.
  • Ele documentou as paradas de Israel desde a saída do Egito até Moabe, na caminhada pelo deserto. (Nm 33:1,2)
  • Ele, usando um amanuense, detalhou o número de fontes e palmeiras (Êx 15:27) e a aparência e o paladar do maná (Nm 11:7-8) como somente uma testemunha ocular poderia narrar.
  • Ele teve tempo - 40 anos foi a duração do Êxodo. (At 7:36; 13:17,18)
1.1 O que Significa Autoria Mosaica?
    A autoria mosaica não quer dizer que Moisés tenha pessoalmente escrito, no sentido original, todas as palavras do Pentateuco. Todavia, Moisés é o seu verdadeiro autor. 2.3.2. É possível que Moisés, orientado por Deus, utilizou a “tradição oral” de sua época.
    É possível que Moisés, orientado pelo próprio Deus, tenha empregado porções de documentos previamente existentes.
    É possível que Moisés tenha utilizado as mãos de escribas ou amanuenses para escrever o Pentateuco, pois em nenhum dos cinco livros vemos indicação do seu nome como sendo o escritor. Todavia, vemos Deus ordenar que ele escreva o Pentateuco (Êx 17:14; 34:27; Dt 31:9,24) O texto de Dt 31:22 refere-se ao capítulo 32 do mesmo livro.
    Toda a substância, os fundamentos e o real teor do Pentateuco foi obra de Moisés. Ainda que sob a orientação e inspiração divina, possa ter havido pequenas adições secundárias posteriores (como em Deuteronômio 34), ou mesmo algumas revisões, tais fatos não subtraem a autoria mosaica dos cinco Livros Sagrados. As adições e revisões também foram inspiradas por Deus. Tanto é que perduraram através dos séculos.
    O Senhor Jesus Cristo, Pedro, e Estevão, reconhecem Moisés como o autor do Pentateuco (Mt 19.7-8; Mc 10.3-4; At 3.22; 7.37).

2. Negação da Autoria Mosaica
    A chamada “Critica da Forma ou da Fonte”, também, conhecida pejorativamente como “Alta Critica destrutiva” ou “negativa”, composta por alguns críticos, adeptos do Deísmo , e do Racionalismo , e outros neo-ortodoxos , tem-se ocupado em acentuar os argumentos históricos e científicos das Escrituras, menosprezando, contudo, os elementos da fé. São estes que negam a autoria mosaica do Pentateuco.
    No entanto, por tratar-se da inerrante Palavra de Deus, o Pentateuco jamais deixou de transmitir a confiabilidade divina. Se fosse o contrário, como explicar a doutrina da inspiração divina, os milagres, as profecias, etc.? Teria o Senhor Jesus ensinado erro? O Bom Mestre assentiu na autoria mosaica do Pentateuco. Seria, então, a Bíblia um livro puramente humano?
    Enfocamos nomes de alguns críticos para efeito de conhecimento:
  • Thomas Hobbes, um filósofo inglês, em sua obra Leviathan (1651) foi um dos primeiros a dar expressão literária a sua tese anti-mosaica ao Pentateuco. Ele asseverou que o Sagrado Livro havia sido editado por Esdras a partir de fontes antigas.
  • Benedicto Spinoza declarou em Tractatus Theologico-Politicus (1670) que Esdras havia editado o Pentateuco com interpolação  de Deuteronômio, questionando também a autoria mosaica.
  • Jean Astruc, médico francês (1753), foi um dos que expressaram suas dúvidas, em forma de documento, no que diz respeito ao Pentateuco. Ele, apesar de aceitar Moisés como autor do Gênesis, afirmou que Moisés havia compilado o livro de Gênesis a partir de outros documentos menores, fazendo diversas interpolações. Astruc identificou 2 fontes principais para as suas criticas:
            Fonte A, a utilização da palavra Elohim;
            Fonte B, o uso da palavra Yahweh. A palavra Yahweh aparece no vocabulário hebraico a partir do 3º século a.C quando os massoretas  acrescentaram vogais ao Tetragrama (YHWH).
  • Karl H. Graff, em 1865, afirmou que a literatura de Êxodo, Levítico e Números, foi compilado nos dias do cativeiro babilônico.
  • Julius Wellhausen - teólogo alemão - foi quem deu uma popular formulação literária à Teoria Documentária, em sua obra Die Composition dês Hexateuchs, em 1876. Os críticos modernos absorveram grandemente a sua tese.
2.1 A Teoria - ou Hipótese - Documentária Elemento Ofensor da Autoria Mosaica.
    A “Alta Crítica” dá o nome de Teoria Documentária a quatro documentos (fictícios, pois jamais foram vistos) datados de tempos remotos, cujas iniciais são J,E,D,S. Através desses documentos os críticos modernos baseiam a suposta elaboração do Antigo Testamento.
    Segundo a tese dos críticos do Pentateuco, alguns editores anônimos, juntaram informações desses quatro documentos, unificando-os, para montarem o Pentateuco, tendo iniciado a sua compilação nos idos do século IX a.C e terminado – com o chamado “Código Sacerdotal” - por volta de 445 a.C; a tempo de Esdras lê-lo em alta voz na Festa dos Tabernáculos (Ver Neemias cap 8).
    Com estes e outros argumentos a Teoria Documentária declara que a história bíblica é forjada. O Livro de Deuteronômio foi inventado pelos profetas para reforçar a idéia de centralização, e o uso do nome de Moisés para dar autoridade ao texto, sem que este, no entanto, participasse da sua composição histórica.
    Os documentos - J,E,D,S - (fictícios, pois jamais foram vistos) foram obra do teólogo alemão J. Wellhausen, que em 1895 deu um duro golpe contra a autoria mosaica do Pentateuco. Ele ampliou a teoria do teólogo Karl H. Graf, conferindo-lhe uma expressão clássica, que lhe deu proeminência na maioria dos círculos eruditos europeus e, mais tarde, norte-americanos. Algum tempo depois essa teoria ficou conhecida como “Teoria ou Hipótese Documentária” sendo aceita como base fundamental da Alta Critica.
    “Wellhausen fez repousar a Hipótese Documentária sobre o ponto de vista evolutivo da história, prevalecente nos círculos filosóficos da época. Usava a teoria da evolução religiosa de Israel como um dos meios para distinguir os supostos documentos que constituiriam o Pentateuco. Também a utilizou para datar esses documentos. Por exemplo, se lhe parecia que determinado documento tinha uma teologia mais abstrata do que outro; chegava à conclusão de que havia sido redigido em data posterior, já que a religião cada vez mais se tomava complicada. Por isto, estabeleceu datas segundo a medida de desenvolvimento religioso que ele imaginava. Relegou o livro do Gênesis, em sua maior parte, a uma coleção de mitos cananeus, adaptados pelos hebreus.”

2.2 Quadro Referente aos Supostos Documentos – J,E,D,S - Que J. Wellhausen Classificou e Denominou da Seguinte Forma:
Documento "J" Cuja letra inicial J, em referência aos jeovaístas, representaria o escritor que usou o nome Jeová (YHWH) em seus documentos. Pode ser o documento mais antigo, pois teria sido redigido, possivelmente, no reinado de Salomão.
Documento "E" Referindo-se aos eloístas representaria o escritor que usou o nome Elohim para Deus em seus documentos; e teria sido escrito depois do primeiro documento, cerca do século VIII (a.C).
Documento "D" Representaria o autor do Deuteronômio, ou código deuteronômico, abrangência de todo o livro de Deuteronômio que teria sido escrito no reinado de Josias, pelos sacerdotes, e como fraude para promover um despertamento religioso (2 Rs 22.8). Tal documento seria uma redação tardia encontrada em 621 a.C
Documento "S" Refere-se ao “Código Sacerdotal”, que seria uma representação do ultimo escritor a trabalhar na redação do A.T Segundo a Hipótese documentária, este pertencia à classe sacerdotal e viveu durante o exílio babilônico. O documento “S” evidencia a organização do Tabernáculo, do culto e dos sacrifícios e fornece o plano geral do Pentateuco. Foi elaborado para assegurar a aceitação do sistema sacerdotal por parte do povo, sendo baseado em lendas e crendices folclóricas. Também é conhecido como documento “P”, pois em inglês, “sacerdote” é priest.

2.3 Mediante o Exposto Podemos Resumir as Proposições da “Alta Crítica Destrutiva” da Seguinte Maneira:
  • Não existe milagre.
  • A Bíblia é apenas um produto da mente humana.
  • Os livros Bíblicos foram escritos muito tempo depois de sua composição.
  • Os milagres que apresentados no Pentateuco, são nada mais que mitos e lendas dos antigos hebreus.
  • Existem erros e contradições na Bíblia.
    Apesar de existirem outros, são basicamente estas cinco afirmações acima que confrontam diretamente as seguintes verdades bíblicas:

a) Inerrância da Bíblia
b) Inspiração verbal e plenária da Bíblia
c) Autenticidade da Bíblia
d) Veracidade da Bíblia
e) Credibilidade da Bíblia.


III. ELEMENTOS QUE GARANTEM A AUTORIA MOSAICA DO PENTATEUCO
    Dentre outros, temos os seguintes elementos que garantem a autoria mosaica do Pentateuco.

1. O Testemunho Bíblico no Antigo Testamento.
  • Deus ordenou que Moisés escrevesse (Ex 17:14)
  • “E Moisés escreveu todas as Palavras do SENHOR” (Ex 24:4) Ver também Ex 34:27; Nm 33:1,2; Dt 31:9
    Referências Bíblicas da Autoria Mosaica no Antigo Testamento. I Rs 2:3; II Rs 14:6; 21:8; Ed 6:18; Ne 13:1; Dn 9:11-13; M14:
1.1 O Testemunho do Nosso Senhor Jesus Cristo
    JESUS CRISTO – O Mestre e Senhor por excelência (Jo 12:13), “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2:3) - deu testemunho da autoria mosaica do Pentateuco, ou Torá (lei).
  • “Porque se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. Mas se não credes em seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” (Jo 5:46,47)
  • “Não vos deu Moisés a lei? e nenhum de vós observa a Lei” (Jo 7:19)
  • “E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó?” (Mc 12:26). Aqui, Jesus autenticou o Livro de Êxodo e sua autoria mosaica. Compare Ex 3:6
  • “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos.” (Le 24:44)
  • “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado.” (Jo 3:14). Neste texto, Jesus autenticou o Livro de Números e sua autoria mosaica. Compare Nm 21 :9
  • “E ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho.” (Le 5:14). Aqui, Jesus autenticou o Livro de Levítico e sua autoria mosaica. Compare Lv 14:3,4,10
  • “e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, no principio, não foi assim.” (Mt 19:5-8). Nesta passagem, Jesus deu veracidade ao Livro de Gênesis e sua autoria mosaica. Compare Gn 2.24
    Acaso a teoria documentaria de J. Wellhausen, entre outros críticos teriam mais autenticidade do que o testemunho do próprio senhor Jesus cristo?

1.3 O Testemunho dos Judeus no Novo Testamento
    Os judeus criam que moisés escreveu o pentateuco, isto é, a Torá (Lei).
  • “Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de alguém falecer, tendo mulher e não deixar filhos, o irmão dele tome a mulher e suscite posteridade a seu irmão.” (Le 20:28)
  • “Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.” (Jo 1:45)
  • “E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?” (Jo 8:5)
  • “Então, o injuriaram e disseram: Discípulo dele sejas tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés. Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este, não sabemos de onde é.” (Jo 9:28,29)
  • “Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado, é lido nas sinagogas.” (At 15:21). Aqui trata-se dos escritos de Moisés.
  • “Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura, tem Deus cuidado dos bois?” (I Co 9:9). Compare Dt 25:4
  • “E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.” (1 Co 3:15). O texto faz alusão aos escritos de Moisés.
2. A Unidade Histórica do Pentateuco
    Apesar da diversidade de assuntos, tais como, história, leis, rituais, regulamentos, cerimônias, registros cronológicos, etc. o Pentateuco possui uma historicidade unificada. A sincronia no desenvolvimento histórico dos cinco livros é algo surpreendente para uma obra que, segundo a Teoria Documentária, foi supostamente compilada por diversos autores anônimos em épocas adversas da original.

2.1 Na História do Povo de Israel
    Quando lemos no Pentateuco a história de Israel, por exemplo, parece que estamos lendo um só livro com cinco capítulos, tal a sua unidade histórica. Poderíamos resumir a história de Israel no Pentateuco da seguinte forma:
  • Deus é o criador de toda a raça humana, e dela formou para si um povo.
  • Deus escolheu Abraão e seus descendentes, e lhes prometeu aterra de Canaã.
  • Israel foi para o Egito, e caiu na escravidão, da qual o Senhor os livrou.
  • Deus conduziu Israel a Canaã conforme prometeu.
2.2 Nos Discursos de Alguns Personagens do Novo Testamento
    Alguns homens célebres do N.T mostraram a unidade histórica do Pentateuco em seus discursos. Vejamos:
  • ESTEVÃO, diácono da Igreja de Jerusalém, em seu discurso pouco antes de morrer apedrejado (At 7:1-60). Compare o v.18 com Dt 18:15.
  • PAULO, o apóstolo dos gentios, em seu discurso na sinagoga em Antioquia da Psídia (At 13:17-41). Aqui ele discorre resumidamente sobre as ações de Deus, desde Abraão até Davi (vv. 17-23), passando de imediato para Jesus Cristo.
  • PEDRO, apóstolo de Cristo, em seu discurso no templo judaico após haver curado um coxo de nascença (At 3 :12-25).
3. A Unidade Temática do Pentateuco
    Os mais variados temas ornam as páginas do Pentateuco. Poderíamos destacar:
  • Em Gênesis: a origem do universo e a aliança com Israel.
  • Em Êxodo: a escravidão e libertação de Israel.
  • Em Levítico: a santificação de Israel.
  • Em Números: a recontagem do povo de Israel.
  • Em Deuteronômio: a renovação da aliança com a nova geração de Israel

Sobre o Autor do Blog

Maxmiler Freitas

Maxmiler Freitas
"Que é o homem para que dele te lembres e o filho do homem, para que o visites?"
    Nada sou diante da grandeza de Deus! Não sei nem porque fui escolhido por Ele... Só sei que lhe devo gratidão, pois livrou minha alma da morte, me justificou, me regenerou e me santificou. E agora tem me dado a graça de lutar para conservar meu espírito, minha alma e meu corpo íntegros e irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1° Tessalonicenses 5.23).

    Nada disto eu merecia, estava perdido, sem esperança..., se tivesse o controle da minha vida, já teria desistido dela, mas Ele sendo Grande em Poder não me desamparou antes me escolheu e me deu o direito de ser chamado seu filho (João 1:11,12).

    Rendo-lhe Graças por tudo!

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1 de jun de 2009

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